Desse modo, durante a viagem, Lula atacou o ex-presidente Michel Temer e o acusou de ter sido responsável pelo impeachment de Dilma Rousseff. Além disso, o petista ainda classificou a saída da ex-presidente como “golpe”.
Diante da fala do presidente, Kim Kataguiri (União Brasil-SP) acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) contra Lula. O pedido aconteceu porque, para o deputado, a fala do presidente é classificada como “fake news”.
Quais os argumentos de Kataguiri?
Primeiramente, o deputado declarou que o impeachment de Dilma passou pelo processo regularmente no Congresso Nacional, e que o STF (Supremo Tribunal Federal) chancelou a constitucionalidade do processo.
Dessa forma, o parlamentar afirma que a fala de Lula é uma inverdade, visto que para ele o presidente está espalhando desinformação sobre “um fato histórico e do funcionamento das instituições democráticas brasileiras”.
Apesar de Katahuiri classificar a fala de Lula como fake news, o próprio site do Planalto usa o termo para se referir ao fato. Contudo, a repercussão do caso causou descontentamento de partidos políticos da oposição.
Portanto, o PSDB entrou com uma ação na Justiça para que o site retire o termo, visto que para eles descrever a saída de Dilma da presidência dessa forma fere a Constituição.
Políticos que apoiaram o deputado
Outros políticos também assinaram o pedido, como Glauco Braido, vereador de São Bernardo do Campo. O bolsonarista Ubiratan Sanderson (PL-RS) disse ter protocolado o primeiro pedido de impeachment contra Lula, sob o pretexto de que ele cometeu um crime de responsabilidade ao dizer que o impeachment de Dilma foi golpe.
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, comemorou a iniciativa do deputado em sua conta oficial no Twitter.
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