Dona do maior fundo de Bitcoin, Luno realiza demissão em massa
Fundada em 2013, a corretora Luno, subsidiária do DCG (Digital Currency Group), conta com mais de 9 milhões de clientes pelo mundo.
A empresa demitiu, na última quarta-feira, de 210 a 335 funcionários, de acordo com estimativa, espalhados pelos 6 países em que a empresa está presente com seus funcionários.
Para tranquilidade de seus clientes, a Luno declarou que não há risco de quebra em suas operações. Porém, assumiu que não passou impune pela crise do mercado cripto, e que teve seus fundos afetados.
Segundo a empresa, “2022 foi um ano incrivelmente difícil para a indústria de tecnologia em geral e, em particular, para o mercado de criptomoedas.”
Alta não foi suficiente para acabar com o inverno cripto
A alta do Bitcoin, no início de 2023, serviu como uma espécie de luz no fim do túnel. Desde o dia 1º de janeiro, a moeda valorizou 38,7%, dando uma impulsionada em toda a estrutura cripto. Mas, aparentemente, não foi suficiente para acabar com o período difícil do mercado.
Outras grandes empresas, assim como a Luno, seguem realizando cortes no número de funcionários. Dois exemplos de empresas ligadas à DCG são a CoinDesk e a Grayscale, que seguem lutando para permanecerem ativas no mercado.
Além das já citadas, a Gemini – exchange fundada em 2014 pelos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss -, demitiu, recentemente, cerca de 10% dos seus colaboradores.
Imagem: AlyoshinE / Shutterstock