O governo federal está em processo de negociação para estabelecer um piso de 20% para a tributação de compras internacionais de até US$ 50. De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, a proposta é uma iniciativa de empresas do varejo internacional.
Governo estuda imposto de 20% para compras de até US$ 50
O governo federal está estudando estabelecer um piso de 20% para a tributação de compras internacionais de até US$ 50. Confira!
Assim, em uma entrevista coletiva, Durigan reforçou a necessidade de uma taxa “razoável” e “não discriminatória”. Além disso, o secretário-executivo também pontuou que, considerando a taxa de 17% de ICMS (imposto estadual) já implementada, o imposto final ao consumidor deve ser de cerca de 34%. Veja mais detalhes!
Imposto sobre as compras internacionais
No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024, apresentado na semana passada, o governo federal estima uma arrecadação de R$ 2,9 bilhões por meio da taxação de encomendas internacionais. No entanto, não especificou qual seria a porcentagem dessa nova alíquota.
Recentemente, o imposto federal sobre compras de até US$ 50, que era de 60%, foi temporariamente zerado. Dessa forma, a medida passou a valer a partir de 1º de agosto e deverá permanecer até a conclusão de estudos técnicos. Assim, a iniciativa faz parte de um novo programa implementado pela Receita Federal, o “Remessa Conforme”.
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Portanto, o Remessa Conforme tem por objetivo aumentar a fiscalização e a tributação sobre as empresas de e-commerce internacionais que operam no Brasil, como a Shein e a Shopee. E, assim, evitar que essas empresas tirem proveito dos benefícios fiscais, prejudicando os varejistas nacionais e aumentando a evasão fiscal.

Consequências para empresas que não cumprirem com as novas regras
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Enfim, ainda segundo Durigan, as empresas que não cumprirem as regras do novo programa serão responsabilizadas criminalmente. Vale lembrar que, até o momento, Alibaba e a Sinerlog são as únicas empresas certificadas como participantes do “Remessa Conforme”.
Embora a Receita Federal não tenha divulgado os nomes, há informações de que outros grandes varejistas do e-commerce internacional já solicitaram a certificação para participar do programa, como é o caso da Shein.
Imagem: rafastockbr/ shutterstock.com
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