Além disso, a Justiça alegou que o BTG tem “notório patrimônio líquido” que passa dos R$ 42 bilhões, isto é, não haveria grande prejuízo ao banco.
Contexto do pedido
Na última sexta-feira (13), dois dias após a varejista anunciar um rombo fiscal de R$ 20 bilhões, o juiz Paulo Assed Estefan, da 4ª vara empresarial do Rio de Janeiro, deu à Americanas uma tutela de urgência para que a empresa decida se vai ou não solicitar recuperação judicial. A medida vale por 30 dias.
O juiz destacou o risco, alegado pela empresa, de seus credores pedirem o vencimento antecipado de R$ 40 bilhões em dívidas. Por esse motivo, Estefan concedeu o período à varejista.
Posicionamento da Americanas
Em nota ao UOL, a empresa afirmou que a medida cautelar tem a intenção de promover um acordo entre a Americanas e os credores.
O comunicado ainda diz que a suspensão da medida poderia ocasionar uma assimetria entre a empresa e os credores, incluindo os bancos, o que poderia ser negativo.
Outros bancos prejudicados
Além do BTG Pactual, outros bancos também ficaram expostos à situação da Americanas. Entre eles, o Bradesco e o Santander. A seguir, confira as estimativas do JPMorgan e do Citi:
- BTG: R$ 1,9 bilhão de exposição, valor correspondente a 1,5% dos empréstimos;
- Bradesco: exposição de R$ 4,7 bilhões, o equivalente a 0,5% dos empréstimos;
- Santander: R$ 3,7 bilhões, ou 0,6% dos empréstimos.
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