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Lula vai censurar as redes sociais no Brasil? Entenda a polêmica

Descubra a verdade por trás do boato sobre Lula instalando orelhões em Tocantins para censurar redes sociais no Brasil!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo2 min de leitura
Presidente Lula discursando com microfone

Recentemente, um vídeo começou a circular pelas redes, despertando curiosidade e preocupações quanto ao futuro da liberdade de expressão no Brasil. Tal vídeo, gravado em Palmas (TO), mostra a instalação de um orelhão, acompanhada pela teoria de que o Presidente Lula estaria por trás deste movimento como parte de um plano para censurar as redes sociais no país.

Dessa forma, saiba mais informações sobre a veracidade dessas informações propagadas pelas redes. Continue a leitura!

Vídeo indica que Presidente Lula quer censurar as redes sociais

Presidente Lula discursando com microfone
Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com

Na gravação, é possível ver um homem questionando trabalhadores sobre a instalação de um orelhão na cidade. Logo, ele vincula o ato à uma suposta ordenança do governo Lula com o objetivo final de restringir o acesso à internet e às redes sociais.

Adicionalmente, influenciadores digitais de direita propagaram a ideia, alegando que tais medidas visam beneficiar a empresa Oi, incorretamente associada a “Lulinha”, filho do presidente. Porém, uma análise mais detalhada revela que o argumento sobre a censura de redes sociais e a suposta instalação massiva de orelhões carece de evidências concretas.

Primeiramente, a alegação de que os orelhões estão se tornando prevalentes devido a uma política de censura de Lula não encontra respaldo nos dados disponíveis. Ainda que orelhões possam ser encontrados em algumas cidades, a tendência observada é a sua diminuição gradual, e não o oposto.

Supostas “negociatas” de Lulinha com a Oi

Quanto à afirmação de que a Oi pertenceria a “Lulinha” e que a instalação de orelhões favoreceria o filho do presidente, verifica-se também a falta de consistência. As acusações anteriores de relações entre Fábio Luis da Silva e a Oi foram minuciosamente investigadas e posteriormente arquivadas por falta de prova substancial.

Assim, essa desinformação perpetua uma narrativa falsa, tentando ligar inexistências legais a supostas ações do atual governo. Com relação à retórica de “censura das redes sociais”, tal discurso muitas vezes emana de grupos e indivíduos que historicamente têm disseminado desinformação.

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Por fim, as estratégias utilizadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para assegurar eleições justas e livres de fake news estão longe de representar uma censura. Logo, elas buscam equilibrar a liberdade de expressão com a necessidade de combater a disseminação de notícias falsas.

Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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