Atualmente, as decisões de financiamento do programa federal “Minha Casa, Minha Vida” são concentradas na Caixa Econômica Federal, mas isso vai deixar de ser monopólio do banco. A informação é da última quinta-feira (02), quando foi votado e aprovado em comissão mista o parecer da Medida Provisória do programa, do relator Fernando Marangoni (União).
Minha Casa, Minha Vida pode passar por grande mudança que afetará a Caixa; entenda
Programa habitacional do governo federal pode passar por alterações que beneficiam bancos privados até meados de junho. Saiba mais!
A MP prevê a descentralização das operações envolvidas nesse programa do governo, assim, as operações passam a ter outras regras, mas a MP ainda aguarda aprovação na Câmara e no Senado. Para entrar em vigor e não caducar, o prazo máximo para votação da medida é até o dia 14 de junho.
Fim do monopólio da Caixa Econômica
Se aprovada, a Medida Provisória prevê o fim do domínio da entidade sobre as operações do Minha Casa, Minha Vida. Isso abriria espaço para participação ativa de outros bancos, inclusive privados, além de incluir governos do estado e dos municípios na tomada de decisões do programa.
Entre as operações sinalizadas, poderiam se cadastrar no programa bancos de todo Brasil, como bancos digitais, cooperativas de crédito, órgãos federais, estaduais e municipais. Para isso, é necessário a comprovação de alguns requisitos, como serviço especializado em:
- Engenharia civil;
- Arquitetura;
- Economia;
- Administração;
- Ciências sociais;
- Serviço social;
- Serviço jurídico.
Mais novidades no programa habitacional
Outra novidade é a permissão para reajuste no valor das obras mesmo após serem iniciadas, para garantir o não abandono dos bancos durante o andamento das construções populares.
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Além disso, entidades do estado e do município poderão ter direito a 5% dos recursos do programa federal destinados para obras paradas, retrofit (obras de modernização) e empreendimentos em cidades com menos de 50 mil habitantes.
Agora, o programa incluiria o incentivo de construções mais próximas também aos centros urbanos, uma vez que o programa inicialmente beneficiou mais regiões rurais ou afastadas do centro das cidades. Para isso, deve ser seguido a regra de respeito e incentivo à sustentabilidade ambiental, para que as contas básicas de energia e água dos futuros moradores possam ser amenizadas.
Imagem: MIND AND I / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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