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Mudança no FGTS feita pelo governo pode trazer prejuízo ao trabalhador; entenda

A proposta do governo para o FGTS tem gerado preocupações legítimas entre os trabalhadores. Saiba mais informações!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo2 min de leitura
Logo do FGTS em uma tela de celular. Ao fundo, tela desfocada com o nome do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Recentemente, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou uma proposta que está sendo discutida no Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se, portanto, da correção do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Atualmente, a rentabilidade é calculada em 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Porém, a nova proposta sugere uma remuneração que acompanhe ao menos a inflação. Especialistas alertam que isso pode não ser suficiente para compensar as perdas dos trabalhadores. Continue a leitura para mais informações!

Como a mudança afeta o rendimento do FGTS?

Logo do FGTS em uma tela de celular. Ao fundo, tela desfocada com o nome do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Analistas financeiros realizaram cálculos para comparar os rendimentos atuais com a proposta de correção pela inflação. Por exemplo, num cenário onde o trabalhador possui R$ 100.000 no FGTS, ele enfrentaria uma perda de R$ 440 em um ano com a nova correção ligada apenas à inflação.

Ademais, a preocupação é que durante períodos de inflação mais baixa, o saldo do FGTS pode não render o suficiente para compensar outras formas de investimentos ou mesmo a perda de poder aquisitivo.

O que muda com a correção pela inflação?

Marlon Glaciano, planejador financeiro especialista em finanças, disse à Folha de S. Paulo que a alteração proposta poderia não ser vantajosa se as correções continuarem ligadas somente à inflação. Ele explica que é crucial analisar outras variáveis nesse cálculo, pois apenas a inflação pode não ser suficiente para valorizar mais o FGTS.

Esta revisão da forma de correção é uma resposta a uma ação judicial que questiona a constitucionalidade da correção atual com base na TR, considerada insuficiente para repor as perdas inflacionárias.

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Já Mario Avelino, presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador, argumenta que correções baseadas apenas na inflação não representam ganhos reais para o trabalhador, mas sim uma maneira de reduzir perdas. Ele afirma que é crucial que a atualização monetária do Fundo de Garantia reflita um verdadeiro aumento de capital, em vez de ser apenas uma adaptação à inflação.

Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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