Uma das promessas de campanha do presidente Lula (PT) era zerar a fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Porém, na segunda-feira (24), o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, alegou que o orçamento disponível não será suficiente. A declaração foi dada após uma reunião para debater o assunto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
De acordo com Lupi, o orçamento deste ano consegue cobrir os benefícios previdenciários mais antigos e mais de 1 milhão dos pedidos esperados. Contudo, as solicitações em aguarado não poderão ser atendidas pela quantia.
Sobre a possibilidade da falta de recursos para os pagamentos dos benefícios do INSS até o final deste ano, o chefe da pasta nega. Segundo ele, a gestão tem trabalhado de forma antecipada para que isso não aconteça.
Zerar a fila do INSS
Uma das ações para zerar a fila de espera do INSS é o pagamento de bonificações para os servidores que realizam a perícia. Nesse sentido, o ministro afirmou que os pagamentos serão iniciados a partir do mês que vem.
Caso tudo saia como o planejado, o pagamento adicional aos servidores tende a dobrar a capacidade de atendimento. Isso fará com que, até dezembro, as filas tenham como período de espera 45 dias.
Além disso, um dos compromissos assumidos pela gestão é a de analisar os pedidos em até 45 dias, o prazo legal, que não é aplicado. E é justamente por isso que as filas são formadas.
Recursos necessários para zerar a fila do INSS
O cálculo para saber a quantia exata de recursos que precisam ser aplicados para que a fila seja zerada ainda não foi feito. Conforme aponta o ministro, para isso, é preciso analisar algumas variáveis, de acordo com o tipo de benefício.
Lupi ainda disse que as equipes da Previdência e da Fazenda discutem qual deve ser a fonte dos recursos para serem utilizados com esse propósito. Ao que tudo indica, como citado anteriormente, é provável que o tempo de espera seja reduzido primeiro.
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