Seu Crédito Digital
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PF investiga impressões digitais encontradas na minuta do golpe

Avatar de Liliana Luísa Liliana Luísa · · 2 min de leitura
folha de papel com dizeres relativos a um decreto de golpe

Documento encontrado na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, se referia a um decreto de cunho golpista. Na minuta, instaurava-se um estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral, a fim de reverter o resultado das eleições ocorridas em outubro de 2022.

A apreensão da minuta que previa a medida inconstitucional se deu após prisão preventiva de Torres e um mandado de busca em sua casa, motivados pela crença de que o ex-ministro estava envolvido diretamente com a invasão e a depredação dos prédios dos Três Poderes, ocorridas em janeiro deste ano.

Apesar disso, Anderson Torres reforçou diversas vezes, durante o interrogatório, que não sabia quem redigiu o documento e que ele só estava ali para ser destruído. Enquanto isso, a Polícia Federal investigava o documento e encontrou diversas digitais, que se tornaram prioridade no caso.

Digitais na minuta do golpe podem ajudar a identificar envolvidos

Conforme a PF, agentes conseguiram colher diversas digitais e usarão um sistema de identificação para descobrirem as pessoas que manipularam a minuta do golpe. Isso ajudará a direcionar melhor a investigação. Segundo informações adquiridas e divulgadas pelo colunista do Portal G1, Valdo Cruz, a perícia da PF identificou “fragmentos de digitais de várias pessoas”.

Durante o interrogatório, Torres afirmou que a entrega da minuta se deu por uma pessoa desconhecida por ele e insignificante ao processo. Entretanto, caso as digitais sejam pertencentes a outros parlamentares, a declaração pode ser considerada falsidade ideológica, assim como obstrução da justiça.

Polícia vincula documento à reunião de Bolsonaro com Marcos do Val

Apesar de não ter nada comprovado ainda, investigadores desconfiam de uma relação entre a minuta do golpe, a reunião do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o senador Marcos do Val (Podemos) e o ex-deputado Daniel Silveira (PTB), ocorrida em 9 de dezembro.

Teoricamente, a reunião se deu para convidar Marcos do Val a gravar ilegalmente o ministro Alexandre de Moraes, a fim de descredibilizá-lo de alguma forma e suspender suas ações.

Imagem: Foto | Reprodução

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