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Presidente do Banco Central dá notícia que desanima os brasileiros

Presidente do Banco Central comparece em Comissão do Senado, mas as informações que passa não agradam os políticos. Entenda.

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto falando para os senadores.

O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, participou da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado. No encontro, os senadores fizeram várias perguntas e as respostas podem não agradar à população.

Um dos assuntos que os senadores mais abordaram foi a taxa de juros básica (Selic) do Brasil. Atualmente, ela está em 13,75% ao ano. Além disso, o governo federal vem fazendo pressão política para que o Banco Central reduza a taxa de juros. 

Ainda, consoante a retórica do presidente Lula e da sua equipe econômica, a taxa de juros alta está comprometendo a capacidade de crescimento do país. O que contribui para a atual desaceleração da economia. 

Presidente do Banco Central não sabe quando a taxa de juros vai cair

Os senadores perguntaram ao presidente do Banco Central se ele sabe quando a taxa de juros irá cair. A resposta não agradou a várias pessoas, pois Neto informou não saber quando isso acontecerá. 

Desse modo, de acordo com o relatório Focus, que conta com a participação de 100 instituições financeiras, a expectativa do mercado é que a redução comece a acontecer a partir de setembro, quando a Selic deve cair para 13,50%. Entretanto, Campos Neto deixou claro que essa não é uma decisão só dele. 

O presidente do Banco Central é apenas uma das pessoas com o poder de voto no Comitê de Política Monetária (Copom). O grupo é formado pelos diretores e pelo presidente do BC, responsável por determinar a taxa básica de juros. 

Inflação e arcabouço fiscal

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Conforme Campos Neto, o motivo por que a taxa de juros ainda não caiu é a inflação. Segundo o presidente do Banco Central, o objetivo é trazer a inflação para próximo da meta.

À vista disso, os Senadores também perguntaram sobre o arcabouço fiscal, e o chefe do BC disse que ele está no caminho certo para combater a dívida pública, contudo não tem uma ligação mecânica direta com a Selic, como muitos acreditam.

Imagem: Lula Marques/ Agência Brasil

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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