Para Cappi, a reforma tributária possibilita que o sistema perca a complexidade e ganhe eficiência e transparência, pois, segundo ele, as empresas perdiam muito tempo somente para cumprir os regulamentos para pagar os tributos, o que era oneroso e gerava insegurança jurídica.
Ainda de acordo com Cappi, agora é preciso que haja uma melhora na sistemática do ambiente de negócios no Brasil, pois, embora seja um tema muito discutido, é bastante negligenciado. Por isso, é necessário que o Executivo e o Legislativo criem um programa de aumento da competitividade e produtividade com uma certa urgência.
Por fim, o presidente do Conselho do Bradesco afirmou que a reforma tributária traz a esperança de que o Brasil poderá superar o desafio de crescer a longo prazo, sendo sustentável e robusto.
Unificação dos impostos
Em síntese, a reforma tributária prevê a unificação de cinco impostos, além de isentar o imposto sobre a cesta básica e criar o “Imposto do Pecado” sobre itens que fazem mal à saúde ou ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas e cigarros. Portanto, os impostos que serão unificados serão:
- Federais: IPI, PIS e Cofins;
- Estadual: ICMS;
- Municipal: ISS.
Assim, esses tributos deixarão de existir e serão criados dois impostos, sendo que um será gerenciado pela União e outro cuja gestão será compartilhada por estados e municípios.
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