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Remédios sofrem aumento de preço devido a reajuste e ICMS: saiba mais

Entenda por que os remédios estão ficando mais caros com o reajuste e aumento do ICMS, e como isso afeta os consumidores brasileiros.

Andreza AraújoPor Andreza Araújo2 min de leitura
Remédios medicamentos

O aumento nos preços dos remédios está preocupando os consumidores devido a um reajuste combinado com o aumento do ICMS. Representantes do setor apontam para as dificuldades impostas pelo modelo vigente, que, segundo eles, compromete o equilíbrio financeiro das empresas.

Dessa forma, saiba mais informações sobre as razões por trás desse aumento duplo, seus impactos na saúde financeira dos brasileiros e possíveis medidas para mitigar esses efeitos!

Remédios sofrem aumento duplo em seus preços

Pessoa organizando uma prateleira de remédios em uma farmácia
Imagem: i viewfinder / shutterstock.com

A Sindusfarma, entidade que representa o setor, destaca que, observando a série histórica, o reajuste acumulado de preços de medicamentos entre 2014 e 2024 encontra-se abaixo da inflação geral, medida pelo IPCA. Enquanto a inflação somou 77,5%, os medicamentos tiveram uma variação de preços de apenas 72,7%. Esse cenário reforça a reivindicação do sindicato por uma revisão do modelo de controle.

Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma, argumenta que a liberação de preços para as classes terapêuticas com variedade de marcas poderia beneficiar o mercado. Ele justificou que, em um ambiente altamente competitivo, a concorrência tem a capacidade de regular os preços. Logo, isso fundamentaria a alteração na política de controle para medicamentos isentos de prescrição.

Como o ICMS influencia o preço, afinal?

Além dos reajustes anuais, um fator que impactou significativamente o preço dos medicamentos no país foi o aumento do ICMS em 11 estados no ano de 2024. Essa alteração tributária contribui para o encarecimento dos produtos, afetando diretamente o consumidor final.

A variação das alíquotas de ICMS por estado apresenta um cenário complexo. Ela vai desde 12% para medicamentos genéricos em Minas Gerais e São Paulo até 22% em estados como Maranhão e Rio de Janeiro.

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Por fim, diante desse panorama, organizações sectoriais como a Abrafarma e a Anvisa apontam para a necessidade de uma reforma tributária que contemple o setor farmacêutico de maneira mais igualitária. A sugestão é que um ajuste nas alíquotas do ICMS poderia aliviar a pressão sobre os preços dos medicamentos. Assim, isso favoreceria tanto a indústria quanto os consumidores.

Imagem: i viewfinder / shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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