Primeiramente, é importante explicar que se o consumidor já recebeu o produto, e a loja, o valor da compra, a venda está efetivada. Dessa forma, é necessário continuar pagando o parcelamento no cartão de crédito, mesmo que a loja venha posteriormente à falência.
No caso das Americanas, as saídas do CEO Sérgio Rial e do Diretor Financeiro, Andre Covre, acenderam o sinal vermelho na loja, mas não indicam, necessariamente, um processo de falência. A rede tem valor de mercado em torno de R$ 11 bilhões e, por isso, ainda não se sabe o real impacto deste rombo.
Reação do mercado financeiro após o prejuízo das Americanas
Como era de se esperar, a inconsistência financeira das Americanas apontou um erro no mercado financeiro de investimentos. Isso porque, segundo especialistas, significava que a empresa operava com valores maiores do que realmente tinha em patrimônio e isso afetou diretamente na Bolsa de Valores.
Por isso, a companhia já sofreu uma queda de cerca de 30% de suas ações só nos Estados Unidos, onde os papéis da empresa eram negociados via ADR’s.
No Brasil, o Bradesco BBI, Banco Safra, Itaú BBA e XP Investimentos já colocaram a Americanas em revisão, enquanto aguardam um parecer definitivo do relatório financeiro da empresa.
Em 2022, as ações das Americanas encerraram com queda de 68,7% e, após a gestão de Rial, voltaram a subir. Mas a curva mudou novamente após o escândalo do rombo de R$20 bilhões.
Por fim, o consumidor final precisa ficar atento no pagamento de seus parcelamentos com a Americanas. Afinal, a inadimplência do cartão pode gerar impedimento no CPF além de outras restrições financeiras.
Imagem: Jair Ferreira Belafacce / Shutterstock