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100 milhões de contas podem ser banidas da Netflix: entenda!

Gigante plataforma de streaming, Netflix quer acabar com velho hábito de seus clientes, mas medida pode afetar seus maiores mercados

Gustavo SilvaPor Gustavo Silva2 min de leitura
Celular mostrando página de download do aplicativo da Netflix

A plataforma de streaming americana Netflix estuda a possibilidade de banir 100 milhões de contas de usuários. A medida drástica é uma forma que a empresa tem visto para coibir o compartilhamento de senhas entre os clientes, algo que já foi testado em alguns países, mas agora pode ser global. 

Apesar da firmeza na decisão, o compartilhamento de contas sempre foi proibido pela plataforma em suas regras de contrato. Mas nem mesmo o antigo CEO, Reed Hastings, apoiava a decisão e permitia a prática de maneira livre. 

Se levada a frente, a ação vai tirar uma boa parcela do público que hoje, mundialmente, 231 milhões de pessoas assinam a Netflix. A empresa acha que no começo será uma queda dura de espectadores, mas acredita que os mesmos, com o tempo, devem voltar a assinar. 

Decisão global da Netflix

Para alguns da América Latina, a prática de impedir o compartilhamento de contas já é como algo comum. Ao tentar fazer login, a Netflix detecta e exibe uma tela avisando sobre as regras, incentivando que a pessoa adquira uma conta própria ou que pague o adicional pelo valor da conta compartilhada. 

Essa ação da empresa entrou em vigor em julho do ano passado na Argentina, El Salvador, Guatemala, Honduras e República Dominicana. O preço para o compartilhamento ficou entre R$ 9 a R$ 16 nesses países para cada casa detectada.

Tudo indica que ao longo de 2023 a regra passará a valer para todos os países. Mesmo com vários meses de teste, de modo que os clientes desses países da América Latina até se acostumaram, é possível que a Netflix tenha dores de cabeça, sobretudo em países onde possui seus maiores mercados. 

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A plataforma de streaming espera que as pessoas entendam o banimento e voltem a assinar o serviço. Mas a rejeição do público deve ter forte impacto no EUA e no Brasil.

Imagem: XanderSt / Shutterstock

Gustavo Silva

Autor

Gustavo Silva

Formado em Jornalismo pela PUC-SP, redator entusiasta, prestador de serviços à sociedade através da informação

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