Se levada a frente, a ação vai tirar uma boa parcela do público que hoje, mundialmente, 231 milhões de pessoas assinam a Netflix. A empresa acha que no começo será uma queda dura de espectadores, mas acredita que os mesmos, com o tempo, devem voltar a assinar.
Decisão global da Netflix
Para alguns da América Latina, a prática de impedir o compartilhamento de contas já é como algo comum. Ao tentar fazer login, a Netflix detecta e exibe uma tela avisando sobre as regras, incentivando que a pessoa adquira uma conta própria ou que pague o adicional pelo valor da conta compartilhada.
Essa ação da empresa entrou em vigor em julho do ano passado na Argentina, El Salvador, Guatemala, Honduras e República Dominicana. O preço para o compartilhamento ficou entre R$ 9 a R$ 16 nesses países para cada casa detectada.
Tudo indica que ao longo de 2023 a regra passará a valer para todos os países. Mesmo com vários meses de teste, de modo que os clientes desses países da América Latina até se acostumaram, é possível que a Netflix tenha dores de cabeça, sobretudo em países onde possui seus maiores mercados.
A plataforma de streaming espera que as pessoas entendam o banimento e voltem a assinar o serviço. Mas a rejeição do público deve ter forte impacto no EUA e no Brasil.
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