13º salário deve aquecer o varejo e mudar o perfil dos pedidos online neste Natal
O pagamento do 13º salário, tradicional fonte de impulso para o comércio brasileiro, deve novamente movimentar o varejo em 2025 — mesmo diante de um cenário em que muitas famílias priorizam o pagamento de dívidas e compromissos financeiros. Um levantamento realizado pela Shopper Experience HSR para a ESPM indica que 60% dos consumidores utilizarão o valor para quitar pendências, mas uma parcela significativa seguirá direcionando parte do benefício para consumo, poupança e investimentos.
No ambiente digital, a tendência é ainda mais pronunciada. As ofertas remanescentes da Black Friday e o aumento das compras guiadas por conteúdo prometem capturar grande parte da primeira parcela do 13º salário. Plataformas como Shopee, Shein, TikTok Shop e Mercado Livre devem registrar picos de tráfego e conversões já nas primeiras semanas após o pagamento.
O impacto do 13º salário no varejo em 2025
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Um motor de consumo no último trimestre
O último trimestre do ano é, historicamente, o mais importante para o comércio brasileiro, e o 13º salário tem papel decisivo nesse movimento. De acordo com a pesquisa da Shopper Experience, entre 10% e 20% do valor recebido é destinado diretamente às compras — percentual que, embora pareça modesto, representa bilhões em circulação e é suficiente para reaquecer o varejo após um ano de consumo lento.
Dívidas em foco, mas consumo segue relevante
A crescente preocupação com a saúde financeira aparece como fator central na decisão de compra. A inflação acumulada ao longo do ano e as altas taxas de juros elevam o peso das dívidas no orçamento. Por isso:
- 60% usarão o benefício para quitar contas atrasadas;
- 20% planejam poupar ou investir;
- Uma parcela menor, mas expressiva, reservará parte do valor para consumo.
Mesmo com a predominância do pagamento de dívidas, o volume residual destinado às compras representa um alívio para o varejo, impulsionando categorias sazonais e setores tradicionalmente fortes no Natal.
A divisão do 13º e o comportamento de compra
O poder das promoções encadeadas
A primeira parcela, paga em novembro, coincide com:
- ofertas remanescentes da Black Friday,
- liquidações relâmpago,
- descontos moderados mantidos por e-commerces para prolongar as vendas,
- aumento da presença de influenciadores e criadores nas vendas ao vivo (lives e vídeos curtos).
Na prática, essa combinação torna o período uma “supertemporada” de promoções, estimulando especialmente consumidores mais jovens, que preferem comprar via aplicativos e conteúdos curtos.
Natal e festas de fim de ano
Já a segunda parcela, paga em dezembro, mescla:
- compras de Natal,
- despesas familiares,
- viagens,
- confraternizações,
- reposição doméstica.
Segundo o levantamento da Shopper, 73% dos consumidores pretendem concentrar os gastos em dezembro, reforçando a importância da temporada natalina para o faturamento do varejo.
E-commerce: o grande beneficiado pela renda extra
Promoções contínuas atraem o consumidor digital
Aplicativos como Shopee, TikTok Shop e Shein tornaram-se protagonistas das compras digitais no Brasil. A estratégia dessas plataformas combina:
- cupons diários,
- frete reduzido,
- ofertas personalizadas por algoritmo,
- campanhas de influenciadores,
- programas de cashback ou pontos.
Esses elementos se tornam especialmente irresistíveis quando o consumidor recebe renda extra.
Compras guiadas por conteúdo
A ascensão do chamado social commerce — compras influenciadas por vídeos curtos e recomendações — muda o perfil do pedido online. No TikTok Shop, por exemplo, lives de vendedores e influenciadores funcionam como vitrines digitais, gerando compras impulsivas.
Jovens de 18 a 34 anos são os que mais aderem ao modelo, atraídos por:
- rapidez nas ofertas,
- experiências gamificadas,
- descontos exclusivos.
Esse público, historicamente engajado, deve representar parcela significativa das compras feitas com a primeira parcela do 13º.
Categorias que devem crescer mais neste Natal
O varejo já projeta alta em algumas categorias, especialmente aquelas que tradicionalmente concentram demanda no final do ano. As mais promissoras são:
Roupas e calçados
Segundo a pesquisa, o setor deve registrar crescimento de até 52% durante o período, impulsionado por:
- clima festivo,
- busca por presentes,
- troca de guarda-roupa para férias e eventos,
- maior facilidade de compra via e-commerce.
Eletrônicos e eletrodomésticos
Com expectativa de alta de 37%, a categoria é uma das mais beneficiadas por parcelas, cashback e ofertas prolongadas pós-Black Friday.
Dispositivos como:
- smartphones,
- fones de ouvido,
- smartwatches,
- TVs,
- pequenos eletrodomésticos
lideram a lista de intenções de compra.
Alimentos, bebidas e viagens
Além dos itens materiais, gastos com experiências e comemorações também entram no radar:
- ceia de Natal,
- bebidas alcoólicas e não alcoólicas,
- viagens curtas,
- hospedagens,
- transporte.
Essas despesas tendem a crescer especialmente com a segunda parcela do 13º.
FAQ – Perguntas frequentes
1. Quanto do 13º salário deve ser destinado ao consumo neste Natal?
Em média, entre 10% e 20% do benefício é direcionado às compras, segundo estimativas do setor.
2. Quais categorias devem crescer mais com o pagamento do 13º?
As mais promissoras são roupas e calçados, eletrônicos, eletrodomésticos, alimentos e bebidas, além de viagens.
3. O e-commerce será mais beneficiado que as lojas físicas?
Sim. Com ofertas prolongadas e compras por conteúdo, plataformas digitais tendem a captar maior volume da primeira parcela.
4. Jovens são os que mais gastam com o 13º online?
Sim. Consumidores de 18 a 34 anos são os mais engajados em compras via aplicativos e mídias sociais.
5. A segunda parcela do 13º é mais usada para presentes?
Sim. A maior parte dos consumidores concentra os gastos de Natal e fim de ano em dezembro.
Considerações finais
O pagamento do 13º salário deve, mais uma vez, modificar o ritmo e o perfil do consumo no país. Embora a maior parte dos brasileiros esteja preocupada em equilibrar o orçamento e quitar dívidas, o montante direcionado ao varejo — tanto físico quanto digital — continua sendo suficiente para movimentar a economia no último trimestre. Com o poder do e-commerce, do social commerce e das promoções prolongadas, o Natal de 2025 promete forte desempenho, especialmente entre os consumidores jovens e conectados.
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