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30 anos após criação do Plano Real, agora é a vez da Argentina, Milei anuncia ‘emissão zero’!

30 anos após o Plano Real, o presidente argentino Javier Milei anuncia a ‘emissão zero’ como sua nova estratégia econômica. Entenda!

O presidente argentino Javier Milei fez um anúncio celebrando uma nova etapa em sua estratégia econômica. Com a promessa de estabilizar a economia e controlar a inflação, Milei propõe a transição para uma “emissão zero” de pesos, uma medida que visa impedir qualquer aumento na base monetária do país.

Dessa forma, o anúncio ocorre num momento em que a Argentina, assim como o Brasil há três décadas com o Plano Real, busca soluções para problemas econômicos crônicos. Continue a leitura para mais informações!

O que é a “emissão zero” anunciada por Milei?

Javier Milei cercado de profissionais da imprensa
Imagem: Facundo Florit / shutterstock.com

Durante uma recente entrevista, Milei detalhou os próximos passos de sua política econômica. Após a consolidação fiscal, seu governo visa implantar a fase da “emissão zero”. Neste contexto, “emissão zero” significa que a quantidade de dinheiro em circulação, conhecida como base monetária ampla, não será aumentada, permanecendo constante.

A base monetária inclui dinheiro físico e depósitos que os bancos mantêm no banco central. Com a política de emissão zero, mesmo que a demanda por dinheiro aumente, a quantidade emitida permanecerá a mesma.

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Isso é possível balanceando as quantidades de dinheiro físico e os chamados passivos remunerados, que são créditos que os bancos possuem junto ao banco central, ajustados conforme necessário. A intenção por trás da medida anunciada por Milei inclui:

  • Controle inflacionário: ao evitar o aumento da oferta de dinheiro, espera-se conter a inflação;
  • Estabilidade econômica: evita-se o ciclo de rápida emissão e depreciação do dinheiro, que gera instabilidade;
  • Confiança no mercado: medidas firmes e claras podem aumentar a confiança dos investidores internos e externo.

Opiniões contrárias ao plano

Alguns economistas argumentam que sem a flexibilidade de imprimir dinheiro, o governo pode enfrentar dificuldades em responder rapidamente a choques econômicos. Milei, no entanto, critica essa visão, que segundo ele, se baseia em uma combinação de desconhecimento e má-fé.

Imagem: Facundo Florit / shutterstock.com