Os pagamentos do abono salarial PIS/Pasep referentes ao ano-base 2024 começam oficialmente em fevereiro de 2026, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O benefício, que complementa a renda de trabalhadores formais de baixa renda, terá valor máximo de R$ 1.631, alinhado ao salário mínimo projetado para o próximo ano.
A Caixa Econômica Federal continuará responsável pelos repasses do PIS, enquanto o Banco do Brasil seguirá à frente dos pagamentos do Pasep, voltado aos servidores públicos. O calendário manterá o formato tradicional, com liberações organizadas conforme o mês de nascimento do trabalhador.
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Pagamentos começam em fevereiro de 2026

O novo ciclo de pagamentos seguirá o padrão já consolidado em anos anteriores. Segundo o MTE, a escolha de iniciar os depósitos em fevereiro visa garantir que todos os trabalhadores elegíveis recebam até julho de 2026, promovendo maior previsibilidade financeira.
A unificação dos calendários do PIS e do Pasep, implementada em 2023, continua válida. Assim, tanto empregados da iniciativa privada quanto servidores públicos terão acesso aos valores no mesmo período, o que simplifica o cronograma e reduz falhas de processamento.
Os recursos serão liberados diretamente em conta-corrente, poupança ou digital nos bancos administradores. Aqueles sem vínculo bancário ativo poderão sacar o valor em caixas eletrônicos, lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui.
Quem tem direito ao abono salarial em 2026
Critérios básicos de elegibilidade
Para receber o abono salarial de 2026, o trabalhador precisa atender a requisitos definidos em lei federal. O primeiro deles é estar cadastrado no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos, contados a partir do primeiro vínculo formal.
Além disso, é necessário ter exercido atividade remunerada com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024, mesmo que não consecutivos. Empregos diferentes podem ser somados para atingir o requisito, desde que os dados tenham sido corretamente informados pelas empresas ao governo.
Outro ponto essencial é a remuneração média mensal, que deve ter sido de até dois salários mínimos no ano-base — o que equivale a R$ 2.824.
O Ministério do Trabalho reforça que apenas trabalhadores formais são contemplados. Assim, empregadas domésticas, autônomos e trabalhadores sem CNPJ de empregador ficam fora do programa.
Envio de dados e validação automática
A verificação das informações ocorre por meio da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do eSocial, sistemas que reúnem os dados repassados pelas empresas. O cruzamento automático evita a necessidade de requerimento presencial, embora o trabalhador possa consultar sua situação no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
Valor do abono: cálculo proporcional ao tempo de trabalho

O valor do abono é calculado proporcionalmente ao número de meses trabalhados no ano-base 2024. Assim, quem trabalhou durante todo o período receberá R$ 1.631, o valor integral correspondente ao salário mínimo estimado para 2026.
O cálculo é simples: divide-se o salário mínimo por 12 e multiplica-se pelo número de meses trabalhados.
Exemplos de valores proporcionais
- 12 meses trabalhados: R$ 1.631,00
- 9 meses trabalhados: R$ 1.223,25
- 6 meses trabalhados: R$ 815,50
- 3 meses trabalhados: R$ 407,75
Mesmo quem trabalhou apenas 30 dias tem direito a uma fração mínima, desde que cumpra os demais critérios. Períodos de licença remunerada acima de 15 dias contam como mês integral para efeito do cálculo.
Correção baseada na economia
O valor do salário mínimo projetado para 2026 considera uma alta de 7,44% sobre o piso de 2025. O índice combina a inflação estimada pelo INPC de 4,78% com ganho real de 2,5% atrelado ao crescimento do PIB de 2024, em conformidade com a nova política de valorização do salário mínimo sancionada pelo governo federal.
Calendário de pagamentos do abono PIS/Pasep 2026
O cronograma oficial será divulgado em dezembro de 2025, após reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). No entanto, a previsão inicial é que as datas sigam o padrão adotado no último ciclo.
Projeção de cronograma
- Janeiro: saques a partir de 13 de fevereiro
- Fevereiro: liberação em março
- Março: pagamento em abril
- Abril: pagamento em maio
- Maio: pagamento em junho
- Junho: pagamento em julho
- Julho a dezembro: conclusão até final de julho
Os valores permanecerão disponíveis até dezembro de 2027, prazo limite para saque sem perda do direito. Após esse período, o montante retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Onde e como sacar o benefício
Trabalhadores da iniciativa privada poderão consultar e sacar o PIS por meio dos canais digitais da Caixa Econômica Federal, como o aplicativo Caixa Tem ou o Internet Banking.
Já os servidores públicos terão acesso ao Pasep diretamente nas plataformas do Banco do Brasil. Em ambos os casos, é possível realizar consultas pelo Portal Gov.br, que integra as informações do trabalhador de forma centralizada.
Para evitar contratempos, recomenda-se verificar previamente se há divergências cadastrais no CPF, nome da mãe ou data de nascimento, já que inconsistências podem impedir a liberação automática do pagamento.
Importância social e impacto econômico
O abono salarial representa uma das principais políticas de redistribuição de renda do governo federal. Segundo estimativas do MTE, mais de 24 milhões de brasileiros devem ser beneficiados em 2026, movimentando cerca de R$ 23 bilhões na economia.
Além de garantir um alívio financeiro aos trabalhadores de menor renda, o programa estimula o consumo e aquece o comércio em períodos estratégicos do ano. Para muitos brasileiros, o PIS/Pasep é uma fonte essencial de recursos para quitar dívidas, investir em educação ou reforçar o orçamento familiar.
Imagem: Freepik e Canva
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