A denúncia da Abradin pede que as apurações sobre o rombo incluam a PWC, empresa de auditoria que fazia a análise dos balanços da Americanas.
Denúncia pede punições administrativas aos responsáveis
Assinada pelo presidente da Abradin, Aurélio Valporto, a denúncia pede punições administrativas aos responsáveis pela Americanas. Além disso, a associação ainda solicita que as investigações feitas pela própria empresa sejam enviadas ao Ministério Público.
A Abradin critica ainda o uso do termo “inconsistências” pela Americanas, que, segundo a denúncia, mascara uma fraude multibilionária que destruiu parte do patrimônio dos investidores, além de prejudicar a credibilidade do mercado de capitais do Brasil.
De acordo com a associação, o rombo na Americanas afasta investidores em um momento em que a economia brasileira precisa dos acionistas para a retomada do crescimento.
Ademais, o órgão regulador pede a punição dos responsáveis pela Americanas “pela moralidade do mercado de capitais brasileiro”. De acordo com Valporto, “Crimes não faltam, a começar pelo crime de indução de investidor ao erro”.
Presidente da Americanas renunciou ao cargo
Após o anúncio da Americanas nesta quarta-feira (11), que identificou um rombo de R$ 20 bilhões, o diretor-presidente, Sergio Rial, e o diretor de Relações com Investidores, André Covre, que tomaram posse dos cargos em 2 de janeiro, renunciaram.
O Conselho de Administração da Americanas nomeou João Guerra para ocupar o cargo de diretor-presidente e diretor de Relações com Investidores. Além disso, a empresa informou que o Conselho de Administração criará um comitê para apurar a ocorrência.
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