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Ação da PF mira combate à venda de crédito fraudulento e prende 4 pessoas

As investigações da PF identificaram vendas de créditos fraudulentos e inexistentes por parte das empresas de consultoria

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Dois policiais Federais abrindo um portão durante a Operação Subprime

A Polícia Federal (PF) realizou a operação “Crédito Podre”, na última quinta-feira (15), no Rio de Janeiro. Assim, a ação teve como objetivo combater um esquema criminoso sob comando de empresas de consultoria tributária e empresarial. De acordo com a corporação, 100 agentes federais e 20 auditores federais participaram da ação. 

Ao todo, foram expedidos 5 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão em empresas e residências localizadas no Rio de Janeiro, Maricá e Niterói. Dessa forma, informações da Polícia Federal (PF) dão conta de que 4 mandados de prisão tiveram o cumprimento realizado.

PF constatou que empresas realizavam venda de créditos fraudulentos 

As investigações da Polícia Federal (PF) identificaram vendas de créditos fraudulentos e inexistentes por empresas de consultoria para pagamento de dívidas tributárias de empresas terceiras. De acordo com a PF, as ordens de bloqueio e de sequestro de bens expedidas somam aproximadamente R$ 100 milhões. 

Assim, a 3ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro despachou as ordens devido aos prejuízos causados pelo crime. 

De acordo com a Polícia Federal (PF), os criminosos vendiam créditos inexistentes vindos de processos judiciais de terceiros. A organização utilizada os recursos para quitar débitos tributários cobrados pela Receita Federal. Dessa forma, a organização cobrava de 40% a 60% dos débitos.

A corporação informou que um dos principais responsáveis pelo crime agia através de parentes, laranjas e da própria advogada. 

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Assim, era possível esconder a origem dos valores adquiridos por meio de transferências para as contas das pessoas citadas, ou através do registro de bens no nome delas e de empresas nos nomes de “laranjas”. 

A pena para os crimes pode chegar a 23 anos de prisão, de acordo com a Polícia Federal (PF). Entre as ações criminosas estão o estelionato qualificado, falsificação de documento, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Foto: Divulgação/Polícia Federal

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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