Segundo o que disse o diretor de Curadoria dos Palácios Presidenciais, Rogério Carvalho, ao Portal do Planalto, é possível recuperar a maioria das obras destruídas. No entanto, restaurar o relógio de Balthazar Martinot será bastante difícil.
“O valor do que foi destruído é incalculável por conta da história que ele representa. O conjunto do acervo é a representação de todos os presidentes que representaram o povo brasileiro durante este longo período que começa com JK. É este o seu valor histórico”, relata Rogério Carvalho.
Rogério Carvalho afirma que o Planalto reúne um dos mais importantes acervos artísticos do Brasil, em destaque obras que foram criadas durante o Modernismo Brasileiro. Em suma, confira abaixo alguns itens do acervo que foi destruído pelos extremistas:
- Escultura da Justiça – a obra de autoria do artista mineiro, Alfredo Ceschiatti, criada em 1961, foi pichada;
- Painel “Mulatas” – o quadro, de Di Cavalcanti, (1962), que estava exposto no Palácio do Planalto, foi rasgado em pelo menos cinco áreas;
- Relógio de Balthazar Martinot – o relógio de pêndulo, do século XVII, foi um presente dado a Dom João VI pela Corte Francesa. Vale ressaltar que existem apenas dois objetos desse tipo e um deles é o que foi danificado pelos vândalos em Brasília;
- Painel “Ventania” – relatos dizem que a obra criada na década de 70 por Athos Bulcão, que estava no Congresso Nacional, também foi depredada;
- Quadro “Bandeira do Brasil” – autoria de Jorge Eduardo, de 1995, estava boiando sobre a água;
- Retratos de ex-presidentes – vândalos destruíram fotos em preto e branco de políticos que assumiram a presidência do Brasil ao longo dos anos. No entanto, o retrato do ex-presidente Bolsonaro não foi encontrado entre os destroços;
- Mesa de JK – mesa onde o presidente Juscelino Kubitschek trabalhava serviu como barricada pelos vândalos. Entretanto, o estado geral da mobília ainda está sendo avaliado;
- Obra “O Flautista” – escultura de bronze, de autoria do artista Bruno Giorgi, foi totalmente destruída, com pedaços espalhados pelo chão.
Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil