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Afinal, do que se trata o projeto para taxar super-ricos no Brasil?

A taxação de super-ricos é uma das propostas defendida pelo governo Lula que se encontra no Senado Federal. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
celular com gráfico de investimento em ações na tela

No tocante à tributação brasileira, recentemente, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou um projeto de lei que visa tributar as empresas offshore de brasileiros localizadas em paraísos fiscais – e os fundos dos super-ricos. O projeto agora aguarda votação no plenário.

Nesse sentido, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator do caso, não fez alterações significativas no projeto de lei. Ele endossou praticamente o mesmo texto aprovado pelos deputados.

É interessante notar que foram acatadas somente emendas de redação, tendo algumas delas o aval do governo.

Taxação de super-ricos 

Pelo projeto de lei, as pessoas mais abastadas terão cobrança de Imposto de Renda dos fundos de investimento no resgate do valor aplicado. A taxa cobrada do investidor que atualizar os rendimentos obtidos no exterior nos fundos dos super-ricos e offshores será de 8%.

O texto também estabelece que o número mínimo para formação do Fiagro (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) e dos FIIs (Fundos de Investimento Imobiliários) é de 100 cotistas.

Além disso, o projeto de lei limita a 30% o percentual de cotas para familiares de até segundo grau no fundo.

Miniaturas de empresários sentados em pilhas de moedas com tamanhos diferentes, conceito de desigualdade financeira.
Imagem: Khongtham / shutterstock.com

Proposta aprovada 

Na proposta aprovada, a tributação dos fundos dos super-ricos ocorrerá duas vezes por ano, em maio e novembro, ao passo que a tributação das offshores ocorrerá anualmente, no dia 31 de dezembro.

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A taxação do Imposto de Renda será de 15% sobre as aplicações financeiras, de lucros e dividendos dos fundos dos super-ricos no exterior e das offshores.

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Andamento do projeto

Uma dessas alterações de redação foi incorporada no texto final mesmo após a votação simbólica do texto-base, isso graças a um acordo entre as bancadas.

Isso implica que, caso aprovado no plenário, o projeto não precisará retornar para a Câmara, podendo se encaminhar diretamente para a sanção presidencial.

Por fim, é importante ressaltar que essas alterações indicam um esforço do governo brasileiro em tentar diminuir as desigualdades tributárias existentes hoje no país, ainda que existam resistências internas para isso acontecer.

Imagem: solarseven / shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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