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Afinal, é possível herdar dívidas?

Descubra se é possível herdar dívidas de familiares. Esclareça suas dúvidas e proteja seu futuro financeiro. Leia e saiba mais!

Quando uma pessoa falece, ocorre a transferência de seus bens e obrigações para o que chamamos de espólio. A herança, muitas vezes vista como um legado de valor material e sentimental, vem acompanhada da responsabilidade de gerir possíveis dívidas deixadas pelo falecido. Este processo pode ser complexo e gerar muitas dúvidas entre os herdeiros, especialmente ao impacto dessas dívidas.

As despesas associadas ao funeral e ao inventário já são conhecidas por muitos, mas a verdadeira questão começa quando surgem as dívidas que o familiar pode ter deixado. Essas obrigações podem, de fato, interferir na herança e na forma como os bens serão distribuídos entre os familiares e dependentes. Abordar essas questões é essencial para administrar adequadamente o legado deixado.

O que é espólio e como ele funciona?

Mulher preocupada levando mão a cabeça enquanto observa dívidas na mesa
Imagem: Chaay_Tee/ Shutterstock.com

O termo espólio refere-se ao conjunto de bens, direitos e deveres do falecido que são administrados até a conclusão do inventário. Na prática, o espólio é responsável por quitar quaisquer dívidas existentes antes que os herdeiros possam receber sua parte da herança. Isso significa que qualquer passivo será subtraído do total dos bens antes da sua distribuição.

Em situações onde as dívidas são iguais ou superiores aos bens deixados, os herdeiros não enfrentam a possibilidade de terem prejuízos adicionais. Os bens do espólio são utilizados para liquidar as dívidas, e caso o valor não seja suficiente, a obrigação do falecido não passa para os herdeiros, a menos que isso esteja claro em algum contrato assinado por eles, como coobrigação ou avalista.

Existem dívidas que não comprometem a herança?

Nem todas as dívidas impactam diretamente a herança. Existem seguros, como o prestamista, associados a alguns financiamentos, que quitam a dívida com a morte do devedor. Assim, um exemplo típico é o financiamento imobiliário, garantindo que a parte do devedor falecido seja totalmente paga pelo seguro, sem afetar a parte dos demais coproprietários do imóvel, se houver.

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Além disso, leis recentes têm abordado situações específicas, como os empréstimos consignados. Atualizações legislativas podem mudar o panorama das dívidas após a morte, excluindo a possibilidade de cancelamento automático destas dependendo da modalidade de crédito e dos termos do contrato estabelecidos durante a vida do contratante.

Imagem: Chaay_Tee/ Shutterstock.com