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Afinal, o Brasil irá participar da Opep+?

O Brasil recebeu um convite para integrar a Opep+. Porém, o país vai aceitar integrar esse grupo? Saiba mais!

O Brasil recebeu um convite para integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados, também conhecida como Opep+. Porém, ainda há dúvidas sobre como será a atuação do país dentro desse grupo.

Dessa forma, o CEO da Petrobras, Jean Paul Prates, explicou em entrevista à Reuters como seria a participação do país caso integre, de fato, essa organização. Saiba mais informações sobre esse posicionamento a seguir.

Brasil seria observador na Opep+, diz CEO da Petrobras

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Imagem: Structured Vision / shutterstock.com

De acordo com Prates, o Brasil teria um papel de cooperação e observação das decisões dentro da Opep+. Sendo assim, não havia a participação do país no sistema de cotas de produção, por exemplo.

Ainda de acordo com o CEO da Petrobras à Reuters, ele afirma que o Brasil nunca faria parte de uma entidade que estabelecesse uma cota para o país. O Brasil valoriza a liberdade de mercado, e a Petrobras, sendo uma empresa aberta no mercado, não poderia ter cotas de produção.

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Vale destacar que haverá a análise detalhada das regras de funcionamento da organização dos países produtores de petróleo. Assim, a decisão final sobre se irá ou não participar do grupo, será tomada apenas em junho de 2024.

O que é a Opep+, afinal?

Em primeiro lugar, é preciso entender sobre o que se trata a Opep. Trata-se, portanto, de uma organização que reúne 13 nações exportadoras de petróleo. Sua criação se deu em 1960, por cinco países fundadores: Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela.

Ao longo dos anos, outros países se juntaram ao grupo, como Líbia, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Nigéria, Gabão, Angola, Guiné Equatorial e Congo. Essa organização é responsável por 30% da produção de petróleo no mundo, e por mais de 60% de todo o petróleo exportado.

Em 2016, a Opep uniu forças com outros 10 grandes produtores de petróleo para criar a Opep+. Estes dez países são aliados ou membros associados, produzindo cerca de 40% de todo o petróleo bruto do mundo. Se o Brasil aceitar o convite, ele integraria esse grupo. Porém, não tendo direito à voto.

Imagem: Structured Vision / shutterstock.com