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Afinal, quando as taxas de financiamento imobiliário vai cair?

A queda nas taxas de financiamento imobiliário depende de diversos fatores econômicos e políticas do governo, sem previsão exata para ocorrer.

Apesar das recentes reduções na taxa Selic, que influenciam as taxas de financiamento imobiliário, o cenário ainda é desafiador no Brasil. A ligação direta entre a taxa básica de juros e condições mais acessíveis de financiamento parece distante para muitos brasileiros.

Outros fatores, como a taxa de inadimplência e a falta de garantias no setor imobiliário, também impactam a disponibilidade de crédito e as condições dos financiamentos. Portanto, embora a Selic tenha caído, outros elementos ainda dificultam a obtenção do crédito imobiliários em condições mais favoráveis.

O que motiva o brasileiro a investir em imóveis?

Homem com contrato de financiamento de imóvel
Imagem: SaiArLawKa2/Shutterstock.com

Conforme estudos recentes da Anbima e dados do QuintoAndar, o sonho da casa própria ainda encabeça a lista das prioridades de investimento no país, especialmente entre as classes de menor renda.

Este desejo persiste mesmo com a certeza de que as taxas de juros para financiamento imobiliário não estão baixando na mesma proporção que a Selic. Isso deixa uma parcela considerável da população à margem do mercado de crédito imobiliário.

Como as reduções da Selic afetam o financiamento imobiliário?

Embora a Selic tenha apresentado quedas, as linhas de financiamento imobiliário operam com certa independência. As taxas praticadas para a compra da casa própria são impactadas, mas em um ritmo mais lento e cauteloso, dado o longo prazo dos contratos.

  • Os bancos avaliam as perspectivas futuras dos juros, não se baseando apenas nos valores atuais.
  • A chamada “defasagem da política monetária” significa que qualquer mudança na Selic pode levar até seis meses para influenciar efetivamente as taxas de financiamento imobiliário.

Por que as taxas de financiamento imobiliário permanecem altas?

Sandro Gamba, presidente da Abecip, identifica vários fatores que contribuem para manter as taxas elevadas:

  1. A captação de poupança ainda é a forma mais econômica de financiar imóveis, mas tem diminuído significativamente como fonte de recurso;
  2. O custo de captação de outros recursos, como as LCI e CRI, ainda é alto, o que acaba refletindo nas taxas oferecidas ao consumidor final;
  3. As expectativas de longo prazo para a Selic e a economia também desempenham um papel crucial nas decisões das taxas de juros do financiamento.

Além disso, o encolhimento da poupança e a necessidade de buscar fontes de financiamento mais caras dificultam a queda nas taxas de financiamento imobiliário.

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Vale a pena financiar imóvel agora ou esperar?

A decisão de financiar um imóvel não deve ser baseada apenas nas taxas de juros. É essencial considerar a valorização do imóvel, a situação financeira pessoal e a possibilidade de portabilidade do financiamento para aproveitar eventuais quedas futuras de juros.

  • Comprar imóveis como forma de investimento ainda parece atrativa, especialmente usando recursos do FGTS.
  • Especialistas recomendam avaliar o comprometimento de até 30% da renda familiar em dívidas de longo prazo como um limite saudável.

Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock.com