Golpe do ‘chupa-cabra’ ainda faz vítimas
Um capixaba aposentado, de 82 anos, foi uma das vítimas dessa fraude. O senhor perdeu R$ 29.900 enquanto utilizava um caixa eletrônico no Jardim Camburi, bairro localizado em Vitória, capital do Espírito Santo. O relato foi do filho, Pedro Barcelos, de 40 anos, ao Jornal A Tribuna.
A fraude se dá com a instalação de um equipamento chamado de ‘chupa-cabra’. Ele possui cerca de 0,68 mm, quase da mesma espessura que um cartão comum, de 0,52 mm. Eles são projetados para se conectarem aos leitores do cartão e capturar seus dados.
Além disso, também são usadas câmeras que ficam estrategicamente em um painel falso na frente do caixa. Ele é similar aos espelhos usados para que o cliente saiba que há alguém atrás dele. Ele observa o teclado numérico, onde a senha é digitada.
Qual é o papel dos bancos nesses casos?
De acordo com uma súmula redigida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), “as instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias”.
Ou seja, ela é responsável por devolver o valor roubado pelos golpistas caso seus clientes caiam em fraudes nas agências bancárias. Dessa forma, não é necessário comprovar a culpa da instituição financeira nesses casos.
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