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Alta das criptomoedas deve se estender até 2027, avalia gestora de fundos

Relatório da gestora Bernstein prevê que o ciclo de alta das criptomoedas vai se estender até 2027, com bitcoin podendo chegar a US$ 200 mil. Entenda!

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira6 min de leitura
KuCoin criptomoedas

O mercado de criptomoedas vive um momento de forte otimismo, e um relatório recente da gestora Bernstein, que administra cerca de US$ 725 bilhões em ativos, reforça essa visão. Segundo a análise publicada em 19 de agosto, o ciclo de alta das criptomoedas estaria apenas começando e deve se estender até 2027.

A gestora prevê que o movimento será “longo e exaustivo”, com fases de lateralidade ou correções temporárias, mas mantendo a tendência principal de alta. O avanço regulatório nos Estados Unidos e a adoção institucional crescente são apontados como os principais vetores dessa valorização.

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Bernstein e sua visão sobre o mercado cripto

Quem é a Bernstein?

A Bernstein é uma das gestoras globais mais respeitadas do mercado financeiro, com US$ 725 bilhões sob gestão. Seus relatórios têm grande influência entre investidores institucionais, principalmente por conciliar análises de longo prazo com projeções estratégicas para setores emergentes, como o de ativos digitais.

Nos últimos anos, a instituição vem reforçando sua presença no setor de criptoativos, publicando relatórios sobre Bitcoin, Ethereum, stablecoins e DeFi, e recomendando investimentos em ações relacionadas à infraestrutura de blockchain.

O ciclo de alta das criptomoedas até 2027

criptomoedas
Imagem: Freepik

O que é um ciclo de alta?

O ciclo de alta, também conhecido como bull market, é um período em que os preços dos ativos sobem de forma consistente, sustentados por fatores macroeconômicos, tecnológicos e institucionais.

No caso das criptomoedas, esses ciclos costumam estar associados a eventos como o halving do Bitcoin, a entrada de investidores institucionais e o desenvolvimento de novas aplicações descentralizadas.

Bitcoin pode chegar a US$ 200 mil

De acordo com o relatório, o Bitcoin pode atingir valores entre US$ 150 mil e US$ 200 mil até 2026, consolidando-se como uma das principais reservas de valor do mundo. A expectativa é que, com maior clareza regulatória e maior interesse institucional, o ativo alcance níveis históricos de valorização.

Valorização além do Bitcoin

Embora o BTC seja o principal protagonista, a Bernstein avalia que a alta deve se estender a outras criptomoedas, como:

  • Ethereum (ETH) – impulsionado pelo crescimento das aplicações em contratos inteligentes;
  • Solana (SOL) – beneficiada pela escalabilidade e uso em aplicações de DeFi e NFTs;
  • Tokens de DeFi – com projetos descentralizados de finanças ganhando destaque na nova fase do mercado.

Papel dos Estados Unidos no novo ciclo de valorização

O governo Trump e a regulação favorável

Um dos pontos centrais do relatório é a atuação do governo Donald Trump, que teria assumido o compromisso de transformar os Estados Unidos na capital mundial das criptomoedas.

Esse movimento envolve a criação de um arcabouço regulatório mais claro, com o objetivo de atrair empresas e investidores institucionais.

Segundo a Bernstein, esse alinhamento político deve atrair capital global para os EUA, impulsionando a legitimidade do setor.

Adoção institucional crescente

Grandes empresas financeiras já começaram a incluir ativos digitais em seus portfólios. Além disso, a possibilidade de emissão de ETFs de Bitcoin e Ethereum nos EUA amplia a participação de fundos de investimento, bancos e seguradoras.

Impactos no mercado financeiro tradicional

Empresas mais beneficiadas

O relatório da Bernstein não se limitou a projetar o preço das criptomoedas. Ele também destacou que determinadas empresas listadas em bolsa serão grandes beneficiárias da valorização:

  • Coinbase (COIN): preço-alvo atualizado para US$ 510. A empresa é vista como a “AWS das criptomoedas”, por fornecer infraestrutura para companhias que desejam entrar no mercado cripto.
  • Robinhood (HOOD): preço-alvo revisado de US$ 105 para US$ 160, devido ao papel crescente como canal de investimento institucional.
  • Circle (CRCL): projeção mantida em US$ 230, mas com perspectiva favorável após seu IPO.

Setores de destaque

Além das exchanges, outros setores devem se beneficiar do ciclo de alta:

  • Empresas de mineração de Bitcoin – com margens ampliadas pela valorização do ativo.
  • Companhias de infraestrutura blockchain – oferecendo soluções de custódia, compliance e segurança.
  • Provedores de serviços DeFi – em expansão devido ao aumento da liquidez no ecossistema.

Tokens de DeFi no radar

O crescimento da DeFi

As finanças descentralizadas (DeFi) devem ser uma das principais tendências do ciclo de valorização. Projetos que oferecem empréstimos, staking e liquidez descentralizada estão atraindo cada vez mais usuários e investidores institucionais.

Principais vantagens da DeFi

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  • Eliminação de intermediários financeiros;
  • Transparência com contratos inteligentes;
  • Potencial de retorno maior que investimentos tradicionais.

Desafios da DeFi

Apesar do crescimento, a DeFi ainda enfrenta obstáculos como:

  • Falta de regulamentação clara;
  • Risco de ataques hackers e exploits;
  • Volatilidade nos tokens de liquidez.

Perspectivas para 2025 e 2026

Um mercado em expansão

A Bernstein prevê que 2025 será um ano de forte valorização, com preparação para o pico em 2027. O ano de 2026 deve marcar a consolidação de preços altos, especialmente para o Bitcoin e Ethereum.

Possíveis correções no caminho

Mesmo em ciclos de alta prolongados, o mercado pode apresentar quedas temporárias. Segundo a gestora, essas fases são normais e funcionam como ajustes de preço, sem alterar a tendência de longo prazo.

Impactos globais do ciclo de alta

Maior participação de países emergentes

Com a valorização e a ampliação da infraestrutura cripto, países emergentes devem aumentar sua participação nesse mercado. América Latina, África e Sudeste Asiático já apresentam alta adoção de criptomoedas como alternativa a sistemas financeiros instáveis.

Regulação internacional

O movimento dos EUA pode influenciar outras nações a adotarem regulações mais claras, criando um ambiente de negócios globalmente mais favorável ao setor.

Considerações finais

Bitcoin
Imagem: CMP_NZ / Shutterstock

O relatório da Bernstein reforça a visão de que o ciclo de alta das criptomoedas ainda está em seu estágio inicial. A expectativa de que o movimento dure até 2027 oferece uma visão otimista para investidores, empresas e governos que desejam participar dessa revolução financeira.

Com Bitcoin podendo chegar a US$ 200 mil, a adoção institucional crescente e o fortalecimento de setores como DeFi, o mercado de criptomoedas entra em uma nova fase de maturidade.

Enquanto alguns permanecem céticos sobre a volatilidade, a Bernstein acredita que o próximo triênio será marcado por expansão, inovação e valorização histórica.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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