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Alta dos juros prejudica fintechs e favorece grandes bancos

Com a chegada das fintechs, o mercado mudou. Mas os bancos tradicionais parecem ter uma vantagem sobre elas em 2023. Saiba mais

Bruna ValtrickPor Bruna Valtrick2 min de leitura
Símbolo da porcentagem com seta vermelha ao fundo

Assim que os bancos digitais começaram a aparecer, o mercado financeiro mudou. As fintechs, principalmente, traziam soluções que facilitariam a vida de muita gente, permitindo resolver praticamente qualquer problema apenas acessando o seu celular, sem precisar ir até uma agência física de banco.

Com isso, a popularidade fez com que muita gente acreditasse que os bancos tradicionais estavam com os dias contados. E que fintechs famosas, como o Nubank, assumiriam o mercado.

É fato que esses bancos digitais realmente fazem parte da vida de muita gente, e estão mais fortes do que nunca. Porém, em 2023, a tendência é que os bancos tradicionais acabem sendo favorecidos pelo público.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, confira o texto completo a seguir!

Bancos tradicionais ou fintechs: preferência dos brasileiros para 2023 surpreende

Assim, após anos lutando para sobreviver à forte concorrência das fintechs, ao que tudo indica em 2023 os bancos tradicionais chegam mais fortes e sólidos ao mercado. Isso porque, em um contexto de aumento constante da inflação e dos juros, e de necessidade de segurança, a solidez do banco tradicional atrai.

Contudo, muitas dessas instituições ainda possuem ideias um tanto ultrapassadas e processos engessados – o que se torna o seu principal desafio para 2023, e seu ponto fraco em relação às fintechs.

Por outro lado, uma das principais vantagens dos bancos tradicionais em relação às fintechs é a diversificação de suas receitas.

Bancos maiores, como Santander, Bradesco e Caixa Econômica Federal, possuem hoje diferentes produtos e fontes de receita. E dessa forma acabam sofrendo menos com questões econômicas atuais, sendo a principal delas o aumento na taxa de juros, que tem como consequência o aumento da inadimplência.

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Além disso, bancos digitais precisam possuir um ecossistema completo para competir com os tradicionais. E nem sempre isso é algo simples de se conseguir.

O Banco Inter é um ótimo exemplo de banco tradicional com cara de fintech, que conseguiu se renovar e se adaptar ao novo mercado.

Por fim, vale dizer que, segundo pesquisas, mesmo com o sucesso das fintechs, o consumidor médio ainda não abre mão de um banco tradicional. De acordo com pesquisa encomendada pela Akamai à Cantarino Brasileiro, as instituições tradicionais seguem na frente dos bancos digitais, uma vez que são a conta principal de 66% dos brasileiros.

Imagem: Immersion Imagery / Shutterstock.com

Bruna Valtrick

Autor

Bruna Valtrick

Graduada em Jornalismo, apaixonada por escrita, linguagem e comunicação. Experiência em marketing digital e em redação publicitária.

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