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Alta do IOF faz brasileiros trabalhar mais só para sustentar o Estado

Com alta do IOF, brasileiros vão trabalhar 151 dias só para pagar impostos em 2025, segundo o IBPT. Número pode crescer ainda mais em 2026.

Luiza NiewinskiPor Luiza Niewinski4 min de leitura
IOF

Os brasileiros terão que trabalhar ainda mais dias em 2025 apenas para pagar impostos. De acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), a população vai precisar dedicar 151 dias do ano ao pagamento de tributos federais, estaduais e municipais. O aumento é resultado direto da recente alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciada pelo governo e em discussão no Congresso Nacional.

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Alta do IOF amplia a carga tributária

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Antes da nova medida, a estimativa era de que os brasileiros precisariam trabalhar 149 dias para arcar com as obrigações fiscais em 2025, o que equivale ao período de 1º de janeiro até 29 de maio. Com o aumento do IOF, esse número subiu para 151 dias — um acréscimo de 48 horas na jornada tributária anual.

O IOF incide sobre uma ampla gama de operações financeiras, como empréstimos, financiamentos, seguros, operações de câmbio, crédito rotativo de cartões e até mesmo remessas internacionais. O efeito é considerado de caráter “cascata”, pois impacta diretamente o custo das operações em diversos setores da economia.

Histórico da carga tributária brasileira

O Brasil historicamente possui uma das maiores cargas tributárias do mundo, especialmente quando comparado com países em desenvolvimento. O recorde de tempo que o trabalhador brasileiro já precisou destinar ao pagamento de impostos foi registrado entre 2017 e 2019, quando o total chegou a 153 dias — o equivalente a cinco meses e dois dias de trabalho.

Para 2026, a projeção do IBPT é que o número volte a alcançar esse patamar, com uma estimativa de 153 dias necessários para cumprir as obrigações tributárias.

Impacto para a população e para a economia

Segundo João Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT, o aumento do IOF representa um retrocesso fiscal que afeta diretamente toda a sociedade. “Enquanto o brasileiro já destina quase cinco meses do ano para sustentar o Estado, agora terá que sacrificar ainda mais dias de trabalho sem qualquer contrapartida em qualidade dos serviços públicos”, afirmou.

A alta do IOF afeta tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Consumidores que recorrem a empréstimos ou ao crédito rotativo, por exemplo, já começam a sentir os efeitos da medida. Pequenas e médias empresas também serão impactadas, especialmente aquelas que dependem de financiamentos para manter o fluxo de caixa.

Além disso, os custos adicionais podem ser repassados aos preços de produtos e serviços, aumentando a inflação e reduzindo o poder de compra da população.

IOF e seu efeito em cadeia

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Imagem: Freepik e Canva

O IOF é considerado um tributo com efeito multiplicador negativo na economia. Ao incidir sobre operações financeiras essenciais para o funcionamento de empresas e para o consumo das famílias, o imposto acaba elevando os custos em diversas etapas produtivas.

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Operações de câmbio e de comércio exterior também são afetadas, prejudicando exportadores e importadores brasileiros. Especialistas apontam que, em um cenário de economia ainda em recuperação, o aumento do IOF pode desacelerar investimentos e encarecer o crédito.

O que dizem os especialistas?

Analistas econômicos avaliam que a decisão de aumentar o IOF foi uma tentativa do governo de elevar a arrecadação em curto prazo, diante das dificuldades fiscais enfrentadas pela União. No entanto, muitos especialistas alertam para os riscos de um efeito reverso.

O aumento da carga tributária pode desestimular o consumo, prejudicar a geração de empregos e impactar negativamente o crescimento econômico no médio prazo.

Alternativas e expectativas

Diante da repercussão negativa, o tema segue em discussão no Congresso Nacional. Parlamentares de diferentes partidos têm pressionado o governo para rever a medida ou, ao menos, criar mecanismos de compensação para os setores mais afetados.

Enquanto isso, a população brasileira já se prepara para um 2025 mais pesado no bolso, com mais dias de trabalho dedicados apenas para quitar impostos.

Luiza Niewinski

Autor

Luiza Niewinski

Luiza Niewinski é apaixonada por animais, fã de séries e entusiasta da informação. Está sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo, com o objetivo de transformar notícias em conteúdo útil e acessível para o leitor. No portal Seu Crédito Digital, atua na produção de matérias sobre benefícios sociais, programas do governo, direitos do cidadão e temas do dia a dia que impactam diretamente a população.

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