A Polícia Civil entendeu que a estudante que desviou o dinheiro da comissão de formatura precisa responder por 9 crimes, uma vez que os desvios aconteceram de forma recorrente em 9 situações, entre novembro de 2021 e dezembro de 2022.
A pena pode chegar a 4 anos por cada crime, somando um total de até 36 anos de prisão. Além disso, a Justiça deve determinar o pagamento de multa. O pedido de prisão preventiva aconteceu “em nome da ordem pública”, uma vez que o caso teve repercussão nacional e causou forte comoção.
Confira, a seguir, os valores desviados por Alicia em cada mês, comprovados via extratos apresentados pela aluna da USP durante a confissão do crime:
- Novembro/2021 – R$ 604 mil
- Junho/2022 – R$ 144 mil
- Junho/2022 – R$ 3 mil
- Agosto/2022 – R$ 60 mil
- Setembro/2022 – R$ 24 mil
- Outubro/2022 – R$ 24 mil
- Novembro/2022 – R$ 2,8 mil
- Novembro/2022 – R$ 27 mil
- Dezembro/2022 – R$ 20 mil
No inquérito, a polícia relatou ainda que de todo o valor desviado, Alicia apostou R$ 500 mil na Lotofácil, ganhando 17 vezes o montante de R$ 170 mil e perdendo R$ 330 mil.
Defesa de aluna da USP contesta prisão preventiva
Para o advogado de Alicia, Sérgio Ricardo Stocco Giolo, a prisão preventiva é desnecessária, uma vez que:
“os fundamentos apresentados são vagos e por isso não são válidos para justificar o pedido da prisão preventiva, porque nada dizem sobre a real periculosidade da acusada, que somente pode ser decifrada à luz de elementos concretos”.
O Ministério Público tem até a quinta-feira (2) para decidir sobre a prisão preventiva. Para isso, irá considerar a legalidade e a condenação de Alicia pelos 9 desvios. Ou seja, ele pode solicitar mais provas, denunciar Alicia por outros crimes ou ainda arquivar o caso.
Mesmo após a quebra do sigilo bancário da aluna da USP, a polícia ainda não recebeu os extratos referente ao desvios. E Alicia amarga ainda diversas dívidas nos últimos meses, uma vez que suas contas estão, atualmente, sem saldo.
Imagem: Reprodução | FMUSP