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Aluna da USP que desviou dinheiro da formatura pode ser presa

Pedido de prisão preventiva foi solicitado pela polícia ao Ministério Público e pode acontecer em breve. Entenda o caso!

Wendell SoaresPor Wendell Soares3 min de leitura
Imagem de aluna da USP suspeita de fraude, Alicia Dudy Muller Veiga.

A aluna da USP, Alicia Müller, acusada de desviar quase R$ 1 milhão da comissão de formatura, teve a prisão preventiva decretada pela polícia. Isso porque, de acordo com o inquérito do Ministério Público, ela será julgada por apropriação indébita.

De acordo com os delegados que cuidam do caso, há provas significativas de que Alicia agiu sozinha e usou o dinheiro desviado para uso próprio, como aluguel de imóveis, carros e até mesmo para apostas.

Alicia fez 9 desvios mensais da comissão de formatura de Medicina da USP

A Polícia Civil entendeu que a estudante que desviou o dinheiro da comissão de formatura precisa responder por 9 crimes, uma vez que os desvios aconteceram de forma recorrente em 9 situações, entre novembro de 2021 e dezembro de 2022.

A pena pode chegar a 4 anos por cada crime, somando um total de até 36 anos de prisão. Além disso, a Justiça deve determinar o pagamento de multa. O pedido de prisão preventiva aconteceu “em nome da ordem pública”, uma vez que o caso teve repercussão nacional e causou forte comoção.

Confira, a seguir, os valores desviados por Alicia em cada mês, comprovados via extratos apresentados pela aluna da USP durante a confissão do crime:

  • Novembro/2021 – R$ 604 mil
  • Junho/2022 – R$ 144 mil
  • Junho/2022 – R$ 3 mil
  • Agosto/2022 – R$ 60 mil
  • Setembro/2022 – R$ 24 mil
  • Outubro/2022 – R$ 24 mil
  • Novembro/2022 – R$ 2,8 mil
  • Novembro/2022 – R$ 27 mil
  • Dezembro/2022 – R$ 20 mil

No inquérito, a polícia relatou ainda que de todo o valor desviado, Alicia apostou R$ 500 mil na Lotofácil, ganhando 17 vezes o montante de R$ 170 mil e perdendo R$ 330 mil.

Defesa de aluna da USP contesta prisão preventiva

Para o advogado de Alicia, Sérgio Ricardo Stocco Giolo, a prisão preventiva é desnecessária, uma vez que:

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“os fundamentos apresentados são vagos e por isso não são válidos para justificar o pedido da prisão preventiva, porque nada dizem sobre a real periculosidade da acusada, que somente pode ser decifrada à luz de elementos concretos”.

O Ministério Público tem até a quinta-feira (2) para decidir sobre a prisão preventiva. Para isso, irá considerar a legalidade e a condenação de Alicia pelos 9 desvios. Ou seja, ele pode solicitar mais provas, denunciar Alicia por outros crimes ou ainda arquivar o caso.

Mesmo após a quebra do sigilo bancário da aluna da USP, a polícia ainda não recebeu os extratos referente ao desvios. E Alicia amarga ainda diversas dívidas nos últimos meses, uma vez que suas contas estão, atualmente, sem saldo.

Imagem: Reprodução | FMUSP

Wendell Soares

Autor

Wendell Soares

Pós-graduado em Marketing Digital, jornalista, redator SEO e apaixonado pela escrita e leitura.

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