No depoimento ela confirmou que não tinha conhecimento na área de finanças e que diz ter aprendido a fazer aplicações em vídeos na internet. Foi fazendo investimentos de forma incorreta, até perceber que estava tendo prejuízos e resolveu se apropriar do dinheiro.
Alicia afirmou à delegada do caso, Zuleika Gonzalez Araújo, que ela transferiu o dinheiro em três contas diferentes. Ela fez uma aplicação no Nubank, Banco do Brasil e depois partiu para comprar algumas ações.
Logo a jovem percebeu que estava tendo prejuízo. Quando perdeu R$ 50 mil ela se desesperou, tirou o dinheiro dos investimentos anteriores e tentou a sorte de recuperá-lo jogando na Lotofácil.
Durante três meses ela fez apostas gastando R$ 500 mil. Chegou a ganhar 17 jogos, mas, infelizmente, ganhou apenas R$ 170 mil, tendo prejuízo de R$ 330 mil.
Percebendo que não conseguiria recuperar o valor gasto em seu golpe, ela então resolveu ficar com o restante do dinheiro. Em uma de suas decisões, ela alugou um carro avaliado em R$ 120 mil pagando por ele R$ 2 mil por mês. No total, Alicia gastou R$ 20 mil com o automóvel.
Além do veículo, a Polícia Civil descobriu que Alicia alugou um Flat. Ao visitar o local também foram encontrados um notebook, celulares, três cartões de crédito, um tablet e um HD. Tudo adquirido com o dinheiro da formatura.
Antes do caso vir à tona em um grupo de WhatsApp, Alicia era tida como uma aluna prodígio. Após ficar três anos na Poliedro, um renomado curso de pré-vestibular, a jovem ingressou na USP em 2018. Na época, o sonho dela era trabalhar com cirurgia.
Imagem: Reprodução | FMUSP