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Brasil impulsiona resultado da América Móvil, que lucra com recuperação da Telcel

América Móvil registra lucro de MXN 22,3 bilhões no 2T25, com destaque para a operação brasileira. Receita e EBITDA avançam em várias regiões.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
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A gigante mexicana de telecomunicações América Móvil encerrou o segundo trimestre de 2025 com lucro líquido de MXN 22,3 bilhões (US$ 1,20 bilhão), revertendo o prejuízo registrado no mesmo período de 2024. O resultado reflete uma combinação de fatores estratégicos, com destaque para o bom desempenho das subsidiárias, especialmente no Brasil, além de sinais de recuperação no México e em outras operações da América Latina e Europa.

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Receita consolidada avança com impulso regional

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Imagem: Rocha Ribeiro / Shutterstock.com

A receita consolidada da companhia alcançou MXN 233,78 bilhões (US$ 12,57 bilhões) entre abril e junho de 2025. O montante representa alta de 13,8% em pesos mexicanos e de 7,9% em moedas constantes, na comparação anual.

A valorização do real e a estabilidade do peso mexicano frente a outras moedas contribuíram para os números positivos. Os dados operacionais robustos também sustentaram o crescimento, em especial nas áreas de mobilidade e serviços fixos em mercados-chave como Brasil, México, Peru e Colômbia.

EBITDA ajustado segue em expansão

O EBITDA ajustado totalizou MXN 92,4 bilhões (US$ 4,97 bilhões), com avanço de 5,1% na comparação anual, ao desconsiderar os efeitos cambiais. Esse desempenho reforça a resiliência operacional da companhia em um cenário de desafios macroeconômicos e mudanças no perfil de consumo de telecomunicações.

A margem EBITDA consolidada ficou próxima de 39,5%, ligeiramente abaixo do registrado em 2024, refletindo maiores investimentos em estrutura e leve recuo em mercados como o mexicano.

Destaque para o Brasil: mobilidade segue como motor de crescimento

Receita de serviços móveis sobe 9,1%

A operação brasileira da América Móvil — controladora da Claro — manteve a trajetória de crescimento sólida no segmento de mobilidade, com avanço de 9,1% na receita de serviços móveis na comparação anual.

Esse crescimento foi sustentado por uma recuperação de 4% na receita de planos pré-pagos, que vinham apresentando queda nos últimos trimestres, além de um desempenho estável no pós-pago, impulsionado por pacotes combinados e maior penetração de serviços digitais.

Receita fixa desacelera, mas ainda cresce

A receita fixa, embora com crescimento mais modesto de 1,7%, continua contribuindo de forma relevante para os resultados da filial brasileira. O segmento de banda larga apresentou expansão de 3,9%, mas com ritmo inferior ao de trimestres anteriores, refletindo a maturação da base de clientes e maior concorrência em algumas regiões metropolitanas.

EBITDA local avança e margem melhora

O EBITDA da operação brasileira cresceu 8,4%, com expansão de margem de 100 pontos-base, atingindo 44,1%. O resultado reflete ganhos de eficiência operacional, controle de custos e maior contribuição de serviços digitais de maior valor agregado.

Telcel retoma crescimento no México

Recuperação na base de clientes e receita

Após uma forte perda de base no primeiro trimestre de 2025, a Telcel, braço mexicano da América Móvil, adicionou 185 mil novos clientes móveis e 231 mil assinantes de banda larga. A movimentação representa um sinal claro de recuperação da maior operação da companhia.

A receita de serviços móveis no México cresceu 4%, enquanto a de serviços fixos avançou 3,6%, sustentada principalmente pelo segmento corporativo, que teve expansão de 10,8%. Além disso, as vendas de terminais subiram 9,2%, refletindo maior procura por dispositivos 5G e pacotes com fidelização.

Margem EBITDA recua

Apesar do crescimento da receita, a margem EBITDA mexicana caiu para 41,6%, ante 43,5% no mesmo trimestre de 2024. O recuo é atribuído a maiores custos de aquisição de clientes e investimentos em infraestrutura de rede.

Panorama nas demais regiões

América
Imagem: Structured Vision / shutterstock.com

Colômbia mantém ritmo sólido

A operação colombiana cresceu 7,4% na receita de serviços, com alta de 3% no EBITDA. No entanto, a margem caiu 180 pontos-base, atingindo 39,4%, devido a pressões de custo e concorrência intensificada no mercado local.

Peru acelera com destaque em rentabilidade

No Peru, a receita total aumentou 4,8%, com destaque para o EBITDA, que saltou 10,4%, atingindo uma margem de 39,6%, uma das mais elevadas entre as operações da América Latina.

Equador apresenta retração de receita

No Equador, a América Móvil teve queda de 1,2% na receita, embora o EBITDA tenha crescido 1,6%. A companhia segue adotando ajustes operacionais para preservar a rentabilidade diante de um mercado com menor dinamismo.

Europa registra crescimento moderado

As operações na Áustria e Leste Europeu também contribuíram positivamente, com crescimento de 4,1% na receita e alta de 3,4% no EBITDA ajustado, refletindo a estabilização dos serviços e maior penetração de pacotes combinados.

Fortalecimento da estrutura financeira

Nova emissão de bônus reforça perfil de dívida

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Com o objetivo de fortalecer o perfil de sua dívida de longo prazo, a América Móvil emitiu US$ 500 milhões em bônus com vencimento em janeiro de 2033, a um cupom de 5%. A medida visa substituir passivos de curto prazo e garantir maior previsibilidade no fluxo de caixa da empresa nos próximos anos.

Essa estratégia também busca alinhar o perfil financeiro da empresa ao seu plano de investimentos, especialmente em tecnologia 5G e ampliação da cobertura de fibra óptica nas principais regiões onde atua.

Projeções otimistas para 2025

Segundo estimativas do banco BTG Pactual, a América Móvil deve encerrar 2025 com:

  • Lucro líquido de MXN 105,1 bilhões (US$ 5,65 bilhões)
  • Relação dívida líquida/EBITDA de 1,5 vez
  • Retorno sobre capital investido (ROIC) de 19,9%

Dividendos e recompras: retorno competitivo ao acionista

O dividend yield projetado é de 10,4%, com um retorno total em caixa próximo de 6% ao considerar também os programas de recompra de ações.

Apesar de o retorno total estar abaixo das brasileiras Vivo e TIM, que giram em torno de 8%, ele supera a média das operadoras integradas globais, estimada em 4%, segundo os analistas.

Perspectivas futuras

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Imagem: Freepik

Brasil segue como âncora de resultados

O desempenho da operação brasileira deverá continuar sendo um dos principais pilares do crescimento da América Móvil. Com grande penetração em mobilidade e evolução na banda larga, a empresa tem espaço para avançar ainda mais na digitalização de serviços e fidelização dos clientes.

Foco em eficiência e expansão do 5G

A América Móvil também mira novos investimentos em infraestrutura 5G, especialmente nos mercados do México, Brasil e Peru. A digitalização dos serviços corporativos e o crescimento do tráfego de dados seguem como vetores centrais da estratégia.

Consolidação internacional e foco no retorno

A companhia deve manter sua política de equilíbrio entre crescimento operacional e retorno ao acionista, com ênfase na rentabilidade sustentável, melhoria de margens e eficiência de capital.

Conclusão

O desempenho da América Móvil no segundo trimestre de 2025 demonstra a força de sua atuação regional e a eficácia das estratégias de recuperação e expansão, especialmente no Brasil e no México. Com crescimento em receita, avanço no EBITDA e reforço da estrutura financeira, a empresa consolida sua posição como uma das principais operadoras das Américas. As perspectivas para o restante do ano são positivas, com foco em tecnologia, eficiência operacional e geração de valor para os acionistas.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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