De acordo com informações divulgadas à imprensa, apesar da Americanas ter atingido sua mínima histórica recentemente, os papéis da empresa já vinham em uma trajetória não muito positiva.
Para se ter ideia, em janeiro do ano passado, o valor de mercado da companhia já tinha caído para R$ 27,25 bilhões e antes do anúncio da recente crise, esse valor era ainda menor, de R$ 10,82 bilhões.
Queda da Americanas
A queda gradual da Americanas aconteceu devido ao cenário macroeconômico impactado pelos efeitos da pandemia de Covid-19, que recaiu sobre o setor varejista, com inflação alta, escalada na taxa de juros e pouco crescimento.
No período de um ano, as ações da empresa já caíram 93,44%. Com a crise anunciada, em apenas cinco dias, a queda foi de 79,9%.
Crise na varejista
A recente crise da varejista começou com o anúncio de inconsistências no balanço da empresa, com um valor de R$ 20 bilhões, na última semana. A Americanas se deu conta que o rombo bilionário não havia sido registrado de forma regular nas contas.
Uma das primeiras consequências foi a renúncia de Sérgio Rial do cargo da presidência, em que permaneceu por pouco tempo.
Desde então, ações despencaram, instituições financeiras foram impactadas e incertezas sobre o futuro da varejista começaram a rondar.
No último sábado, a Americanas publicou a decisão de um pedido de Tutela de Urgência Cautelar. Segundo consta no documento, o valor da dívida da loja pode chegar a R$ 40 bilhões e a empresa tem o prazo de 30 dias para decidir sobre a solicitação de recuperação judicial.
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