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Salário de Ancelotti na Seleção Brasileira pode ultrapassar R$ 60 milhões anuais

Técnico Carlo Ancelotti pode receber até R$ 60 milhões por ano na Seleção Brasileira, além de bônus milionário.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
ancelotti

A chegada de Carlo Ancelotti ao comando da Seleção Brasileira representa um novo capítulo na história do futebol nacional, não apenas pelo prestígio do treinador, mas pelo valor envolvido em sua contratação. O técnico italiano, multicampeão por clubes europeus, foi oficialmente anunciado pela CBF e, com ele, veio também um dos contratos mais caros já firmados pela entidade.

Com ganhos anuais próximos a R$ 60 milhões, Ancelotti eleva o patamar salarial entre os técnicos da Seleção e alimenta as expectativas em torno do desempenho do Brasil na Copa do Mundo de 2026.

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Um contrato que desafia cifras históricas da CBF

Na imagem há uma miniatura de bola de futebol
Imagem: Konstantin Evdokimov/ Unplash

Para convencer Ancelotti a deixar o Real Madrid antes do fim de seu contrato, a CBF ofereceu um salário mensal de R$ 5 milhões, segundo o jornalista Marcel Rizzo, do jornal O Estado de S. Paulo. O valor foi planejado para se aproximar do que o treinador recebia no clube espanhol, onde faturava US$ 10,7 milhões anuais, cerca de R$ 61 milhões.

O contrato firmado com a CBF inclui ainda um atrativo adicional: caso leve o Brasil ao hexa na Copa do Mundo de 2026, o treinador embolsará um bônus de 5 milhões de euros, valor estimado em torno de R$ 31 milhões.

Projeção salarial até 2030

O acordo prevê ainda uma possibilidade de extensão contratual até 2030. Caso isso aconteça, Ancelotti poderá ter um aumento de 20% em seu salário mensal, saltando de R$ 5 milhões para R$ 6 milhões. Isso colocaria sua remuneração anual na casa dos R$ 72 milhões.

Se esse cenário se concretizar, o técnico italiano pode ultrapassar a marca de R$ 300 milhões em salários ao longo de cinco anos de contrato com a Seleção, sem contar bônus e prêmios por desempenho.

Comparativo com técnicos anteriores

O valor oferecido a Ancelotti contrasta fortemente com os salários pagos a treinadores anteriores da Seleção. Dorival Júnior, seu antecessor, recebia cerca de R$ 1,5 milhão por mês — um terço do valor atual. Já Tite, que comandou a equipe por seis anos, recebia por volta de R$ 1,7 milhão mensais.

Esse salto salarial deixa claro o quanto a CBF está disposta a investir em resultados e na reconstrução da confiança da torcida após campanhas abaixo do esperado em Copas recentes.

Um ciclo promissor com início marcado

Carlo Ancelotti será o responsável por liderar o Brasil durante as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Sua estreia está marcada para o dia 5 de junho, contra o Equador. Poucos dias depois, em 10 de junho, o Brasil enfrenta o Paraguai na Neo Química Arena, em São Paulo.

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A expectativa é de que Ancelotti, com seu vasto currículo, consiga dar uma nova identidade ao futebol brasileiro e trazer de volta a competitividade que marcou os tempos áureos da Seleção.

Fim antecipado com o Real Madrid

Vini Jr em campo pelo Real Madrid ancelotti
Imagem: Mikolaj Barbanell/ Shutterstock

O treinador italiano tinha contrato vigente com o Real Madrid até meados de 2024, mas chegou a um acordo para encerrar o vínculo antecipadamente. A decisão foi influenciada pelo desempenho decepcionante da equipe na temporada anterior, incluindo quatro derrotas para o arquirrival Barcelona e a ausência de títulos relevantes.

O acerto com a CBF oferece a Ancelotti um novo desafio: transformar o Brasil novamente em potência mundial dentro das quatro linhas.

Investimento estratégico da CBF

A escolha por um nome estrangeiro e consagrado não é apenas uma aposta esportiva, mas também uma estratégia de imagem. Ao contratar Ancelotti, a CBF sinaliza ao mundo que o Brasil está disposto a abrir mão de antigos paradigmas em busca de resultados concretos.

Além disso, o vínculo de alto valor pode ser visto como um investimento da entidade, que espera retorno esportivo e também comercial — com a valorização da marca Seleção Brasileira e possível recuperação da hegemonia no futebol mundial.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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