A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta importante sobre os riscos associados ao uso de alisantes capilares que contêm substâncias proibidas, como o formol (formaldeído) e o ácido glioxílico. Esses produtos, quando irregulares, podem provocar desde irritações cutâneas até problemas respiratórios e danos irreversíveis à estrutura dos fios.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta importante sobre os riscos associados ao uso de alisantes capilares que contêm substâncias proibidas, como o formol (formaldeído) e o ácido glioxílico. Esses produtos, quando irregulares, podem provocar desde irritações cutâneas até problemas respiratórios e danos irreversíveis à estrutura dos fios.
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Formol e ácido glioxílico: substâncias proibidas para alisamento
Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital
Uso restrito do formol no Brasil
No Brasil, o formol é permitido apenas em cosméticos como conservante, com concentração máxima de 0,2%, e em endurecedores de unhas, até 5%. Seu uso para alisamento capilar é proibido devido ao alto risco à saúde humana. A Anvisa reforça que o formol como alisante é vetado por provocar irritações, alergias, e até efeitos tóxicos graves.
Perigos do ácido glioxílico em alisantes
O ácido glioxílico, também proibido para alisamento, apresenta riscos quando aquecido, principalmente em combinação com outros tratamentos químicos, como a descoloração dos fios. O aquecimento pode liberar compostos nocivos, causando danos tanto à saúde quanto aos cabelos.
Quais são os principais riscos à saúde?
Irritação e alergias na pele e mucosas
O contato com formol e ácido glioxílico pode gerar coceira, ardência, vermelhidão e irritação na pele, olhos e vias respiratórias. Profissionais e consumidores podem sofrer reações alérgicas severas.
Problemas respiratórios e intoxicações
A inalação dos vapores dessas substâncias durante o procedimento pode causar tosse, falta de ar, bronquite e até complicações mais graves, como edema pulmonar. Casos de intoxicação já foram registrados em salões de beleza.
Danos irreversíveis aos cabelos
Além dos riscos para a saúde, os alisantes proibidos comprometem a estrutura capilar, provocando ressecamento, quebra, queda e alteração da textura natural dos fios.
Como identificar produtos irregulares?
Verifique a autorização da Anvisa
Consumidores devem sempre conferir se o produto possui registro ou notificação válida na Anvisa. Produtos sem registro oficial ou sem informações claras no rótulo devem ser evitados.
Atenção a promessas milagrosas
Desconfie de cosméticos que garantem resultados rápidos e sem danos, ou que não possuem informações completas sobre ingredientes e modo de uso.
Fique atento a sinais de alerta
Coceira, ardência, vermelhidão e dificuldade para respirar durante ou após o uso são sinais de que o produto pode ser prejudicial.
Cuidados para consumidores na hora do alisamento
Utilize somente produtos autorizados pela Anvisa.
Leia e siga todas as instruções do fabricante.
Não aceite procedimentos realizados com produtos de origem desconhecida.
Caso sinta desconforto, interrompa o uso imediatamente e procure um médico.
Recomendações para profissionais de beleza
Uso exclusivo de produtos regularizados
É fundamental que os profissionais utilizem somente cosméticos devidamente registrados e fiscalizados, evitando riscos para si e para os clientes.
Recusa a substâncias proibidas
Profissionais devem se recusar a aplicar alisantes com formol ou ácido glioxílico, mesmo que o cliente solicite, para garantir a segurança de todos.
Equipamentos de proteção e ambiente ventilado
O uso de máscaras, luvas e aventais é essencial para evitar exposição direta. Além disso, manter o local de trabalho bem ventilado ajuda a reduzir a concentração de vapores tóxicos.
Infrações sanitárias e penalidades
A Anvisa destaca que a adição de formol a cosméticos é uma infração sanitária grave. Além disso, essa prática pode ser enquadrada como crime hediondo, conforme o artigo 273 do Código Penal, sujeito a penalidades severas.
A importância da fiscalização e controle
Imagem: Rafastockbr/Shutterstock.com
Para proteger a saúde pública, a Anvisa mantém ações contínuas de fiscalização e análise de cosméticos no mercado. A agência reforça a necessidade do acompanhamento rigoroso desde a fabricação até a comercialização dos produtos.
Conscientização e prevenção
Informar consumidores e profissionais
Campanhas educativas são essenciais para alertar sobre os riscos do uso de alisantes irregulares, promovendo escolhas seguras e conscientes.
Incentivar denúncias
A população pode colaborar denunciando produtos suspeitos ou práticas irregulares aos órgãos competentes, contribuindo para a proteção coletiva.
Luiza Niewinski é apaixonada por animais, fã de séries e entusiasta da informação. Está sempre atenta ao que acontece no Brasil e no mundo, com o objetivo de transformar notícias em conteúdo útil e acessível para o leitor. No portal Seu Crédito Digital, atua na produção de matérias sobre benefícios sociais, programas do governo, direitos do cidadão e temas do dia a dia que impactam diretamente a população.