Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a proibição da manipulação, comercialização, publicidade e uso dos chamados “chips da beleza”. Esses implantes hormonais, amplamente promovidos nas redes sociais como uma solução para emagrecimento e ganho de massa muscular, têm despertado alerta entre especialistas devido aos potenciais riscos à saúde. Conheça a decisão da Anvisa, os componentes dos chips, os efeitos colaterais relatados e o que as autoridades de saúde recomendam para aqueles que já possuem o implante.
Anvisa proíbe “chip da beleza”, entenda os riscos
A Anvisa proibiu a comercialização e o uso dos "chips da beleza", implantes hormonais que prometem emagrecimento e ganho muscular. Saiba os riscos associados e as orientações médicas.
O que são os “chips da beleza”?

Os “chips da beleza” são dispositivos de liberação hormonal gradual que costumam ser implantados sob a pele, geralmente na região do glúteo. Esses chips são compostos principalmente por hormônios como a testosterona e a gestrinona, mas podem também conter outras substâncias, como estradiol, oxandrolona, metformina, ocitocina e NADH. A combinação de compostos varia conforme a finalidade desejada, que frequentemente envolve a perda de peso, aumento da massa muscular e melhora na disposição física e mental. Esses implantes ganharam popularidade devido às promessas de efeitos rápidos e visíveis, especialmente no que se refere ao emagrecimento e à definição muscular. Contudo, com a crescente demanda, também surgiram preocupações sobre a segurança e a regulamentação desses dispositivos.
Leia mais:
Novo smartphone Tesla com internet Starlink? Descubra se é verdade!
Decisão da Anvisa e motivações
A Anvisa decidiu suspender a comercialização e uso dos chips da beleza após identificar um aumento significativo nos relatos de complicações relacionadas ao implante. Segundo a agência, a ausência de regulamentação e a falta de estudos robustos sobre a segurança e eficácia desses dispositivos justificam a proibição.
Justificativa da Anvisa
A agência destaca que a manipulação de hormônios como a testosterona e a gestrinona deve seguir rigorosos critérios médicos, pois esses compostos, em excesso, podem desregular o equilíbrio hormonal e provocar uma série de efeitos adversos. Além disso, a Anvisa enfatiza que os chips vêm sendo usados fora de suas indicações originais, com misturas de substâncias que não foram adequadamente estudadas para o uso prolongado. O uso desses implantes, que na prática é uma forma de terapia hormonal, está sendo feito sem a devida supervisão, o que gera risco de sérios efeitos colaterais e complicações para os usuários, inclusive em áreas médicas como psiquiatria e cardiologia, além dos efeitos conhecidos nas áreas ginecológica e endócrina.
Composição dos chips da beleza
Embora os principais compostos dos chips da beleza sejam a testosterona e a gestrinona, outras substâncias vêm sendo adicionadas sem regulamentação, entre elas: Estradiol, hormônio que pode aumentar o risco de trombose e complicações cardiovasculares; oxandrolona, um esteróide anabolizante que, em excesso, pode causar toxicidade hepática e alteração nos níveis de colesterol; metformina, medicamento antidiabético com potencial efeito colateral de causar acidose láctica em algumas condições; ocitocina, hormônio associado ao vínculo social e redução do estresse, mas que pode alterar o equilíbrio endócrino; NADH, substância usada para aumento de energia celular, cujos efeitos a longo prazo ainda carecem de mais estudos. Esses compostos são administrados de maneira contínua através do chip, o que pode levar a um excesso de hormônios no organismo e à exposição prolongada a substâncias que não foram aprovadas para esse tipo de uso.
Efeitos adversos e riscos dos chips da beleza
Especialistas relatam uma série de efeitos adversos associados ao uso dos chips da beleza, que incluem tanto alterações físicas quanto emocionais. Os principais problemas relatados incluem:
Complicações físicas
Distúrbios endócrinos, pois o uso prolongado de hormônios em altas doses pode resultar em desordens hormonais e no comprometimento de órgãos como fígado e rins; problemas cardiovasculares, devido ao aumento de hormônios como testosterona e estradiol, o que pode elevar o risco de doenças cardíacas, tromboses e hipertensão; alterações ginecológicas, como irregularidades menstruais, aumento de pelos e acne, além de disfunções reprodutivas; e comprometimento hepático, devido à presença de compostos como a oxandrolona, que pode sobrecarregar o fígado, levando a problemas sérios como insuficiência hepática.
Impactos psicológicos e psiquiátricos
O uso de doses excessivas de hormônios também pode influenciar o estado emocional e a saúde mental dos usuários, com relatos de mudanças de humor, como irritabilidade, ansiedade e, em alguns casos, até quadros de depressão. Além disso, a promessa de resultados rápidos pode levar à dependência do uso do chip e a um ciclo de uso sem supervisão médica adequada.
Recomendações médicas para quem já possui o chip
Após a decisão da Anvisa, a recomendação para quem já possui o chip da beleza é buscar orientação médica. O acompanhamento com um especialista é essencial para avaliar os riscos e considerar a necessidade de remoção do implante.
Orientação da Anvisa
A Anvisa recomenda que os usuários que possuem o chip da beleza procurem um profissional de saúde para avaliar os possíveis riscos à saúde. Em muitos casos, pode ser indicado um acompanhamento médico contínuo para monitorar os efeitos dos hormônios no organismo, além de considerar a remoção do implante se necessário.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Consulta médica e retirada do chip
A retirada do chip pode ser necessária para pacientes que apresentarem efeitos colaterais severos ou que estejam em risco devido ao uso prolongado do implante. A remoção deve ser feita por um profissional qualificado, geralmente em uma clínica especializada, para evitar complicações durante o procedimento.
Reação de entidades de saúde e dos profissionais
A decisão da Anvisa recebeu apoio de várias entidades de saúde que já vinham manifestando preocupação com o uso indiscriminado dos chips da beleza. Profissionais das áreas de ginecologia, endocrinologia e cardiologia têm alertado para os perigos do uso de hormônios sem supervisão e para o risco de efeitos colaterais graves.
A busca por alternativas seguras

Com a proibição dos chips da beleza, muitas pessoas podem buscar alternativas para emagrecimento e ganho de massa muscular. No entanto, é importante enfatizar que qualquer tipo de terapia hormonal deve ser feito com prescrição médica e acompanhamento constante.
Alternativas para perda de peso e ganho muscular
Entre as alternativas mais seguras estão: reeducação alimentar, com acompanhamento nutricional para atingir objetivos de maneira saudável e sustentável; exercícios físicos, pois a prática de atividades regulares é um método eficaz e seguro para perda de peso e ganho de massa muscular; e suplementação adequada, sempre com orientação de um nutricionista ou médico.
A importância do acompanhamento médico
A decisão da Anvisa de proibir os chips da beleza destaca a importância de uma regulamentação rigorosa e de acompanhamento médico ao se tratar de terapias hormonais. O uso indiscriminado de substâncias que alteram o sistema endócrino pode trazer sérios riscos à saúde, e os usuários devem buscar orientação médica para entender os impactos do implante em seu organismo. Portanto, aqueles que buscam emagrecimento ou ganho de massa muscular devem evitar o uso de soluções rápidas e sem comprovação científica, priorizando métodos seguros e supervisionados. A saúde é um bem precioso e deve ser cuidada de maneira consciente e responsável.
