A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada imediata de suplementos das marcas Gold Labs e Nutrivitalle do mercado brasileiro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (25) e inclui a proibição de comercialização, fabricação, importação, distribuição, propaganda e consumo dos produtos.
A medida foi tomada após o órgão identificar uma série de irregularidades relacionadas à composição, fabricação e comunicação das duas marcas, levantando preocupações sobre a segurança do consumidor.
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O que motivou a proibição da Gold Labs

A Gold Labs foi alvo da fiscalização por diversos fatores. De acordo com a Anvisa, a empresa não possui registro oficial nem informações sobre seu fabricante. Além disso, foram detectadas substâncias não autorizadas em suplementos da marca, o que representa risco à saúde pública.
Problemas identificados
- Desconhecimento do fabricante pela Anvisa.
- Divulgação de propriedades terapêuticas ou medicamentosas sem comprovação científica.
- Uso de ingredientes não aprovados para a categoria de suplementos alimentares.
- Relatos de eventos adversos graves relacionados ao consumo dos produtos.
A comunicação dos produtos também chamou atenção: os anúncios apresentavam promessas de efeitos terapêuticos, funcionais ou relacionados à saúde, o que é proibido pela legislação. No Brasil, suplementos não podem ser vendidos como medicamentos nem prometer resultados clínicos.
Nutrivitalle: irregularidades na produção e ingredientes
A Nutrivitalle também foi retirada de circulação pela Anvisa. A marca apresentava falhas graves em sua regularização e no processo de fabricação, além do uso de substâncias não permitidas em alimentos.
Pontos destacados pela fiscalização
- Ausência de registro sanitário para suplementos probióticos.
- Ingredientes não autorizados pela Anvisa.
- Fabricação em planta fabril desconhecida.
- Empresa mencionada na rotulagem não possui licença de funcionamento.
Essas irregularidades comprometem não apenas a qualidade do produto, mas também a segurança dos consumidores, já que não há garantias sobre o processo de produção nem sobre a procedência dos ingredientes.
Impacto no setor de suplementos
O mercado de suplementos alimentares no Brasil movimenta bilhões de reais anualmente e cresce impulsionado pela busca por saúde, estética e bem-estar. No entanto, a falta de fiscalização rigorosa em algumas empresas favorece o surgimento de marcas irregulares.
Riscos para os consumidores
O consumo de suplementos sem registro ou com substâncias não autorizadas pode causar efeitos adversos sérios, como problemas cardiovasculares, hepáticos, renais e metabólicos. Além disso, a ausência de fiscalização de fábricas desconhecidas aumenta a probabilidade de contaminações e adulterações.
Reforço na regulação
A decisão da Anvisa reforça a importância da regulação sanitária. Para ser comercializado, um suplemento deve ter registro ou notificação junto ao órgão, além de cumprir regras de rotulagem, composição e boas práticas de fabricação.
Orientações para consumidores

A Anvisa recomenda que os consumidores interrompam imediatamente o uso dos suplementos das marcas Gold Labs e Nutrivitalle. Quem apresentar sintomas adversos deve procurar atendimento médico e relatar o caso ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária (Notivisa).
Como identificar suplementos regulares
- Verifique se há número de registro da Anvisa na embalagem.
- Desconfie de produtos que prometem efeitos terapêuticos ou resultados rápidos.
- Consulte o portal da Anvisa para confirmar a regularização da marca.
- Prefira adquirir suplementos em farmácias e estabelecimentos credenciados.
Denúncias
Consumidores podem registrar denúncias sobre produtos suspeitos junto às Vigilâncias Sanitárias locais ou diretamente pelo site da Anvisa.
A importância da fiscalização
Casos como os das marcas Gold Labs e Nutrivitalle reforçam o papel fundamental da Anvisa na proteção da saúde pública. O setor de suplementos é vasto e dinâmico, mas exige vigilância constante para impedir que produtos irregulares cheguem às prateleiras.
A decisão de retirar os produtos do mercado mostra que a agência está atenta às irregularidades e que não haverá tolerância para riscos à saúde dos brasileiros.
Imagem: MEON/Reprodução


