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O que acontece com o pagamento da pensão por morte quando o casal é aposentado?

aiba como funciona o acúmulo de aposentadoria e pensão por morte após a reforma da Previdência. Descubra as novas regras.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Pensão

A aposentadoria é um direito assegurado aos trabalhadores, e a pensão por morte garante uma proteção financeira aos dependentes. Quando o casal já está aposentado e um dos dois falece, é comum surgir a dúvida: como ficam os pagamentos dos benefícios nesse caso?

A resposta envolve uma série de regras previdenciárias que foram alteradas pela reforma da Previdência, aprovada em 2019.

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Acúmulo de aposentadoria e pensão por morte: o que mudou?

Com a Emenda Constitucional n.º 103, também conhecida como reforma da Previdência, aprovada em novembro de 2019, as regras para acumulação de benefícios foram ajustadas.

Antes dessa alteração, era possível receber integralmente tanto a aposentadoria quanto a pensão por morte, sem grandes limitações. No entanto, com a reforma, o cálculo dos valores passou a ser diferente.

Como funcionam os cálculos para acúmulo de benefícios?

Mãos de uma mulher, segurando as mãos de uma criança. Na mão da criança, algumas moedas de real.
Imagem: Pixel-Shot / Shutterstock.com

Após a reforma da Previdência, ainda é permitido acumular aposentadoria e pensão por morte. No entanto, o valor da pensão por morte passou a ser reduzido, dependendo de faixas baseadas no salário mínimo. Agora, o beneficiário deve fazer uma escolha: receberá integralmente o benefício de maior valor e terá uma redução no segundo, que segue as seguintes regras:

  1. Benefício até um salário mínimo: Recebido de forma integral.
  2. Faixa de até dois salários mínimos: Recebe 60% do valor que exceder um salário mínimo.
  3. Faixa entre dois e três salários mínimos: 40% do valor excedente entre dois e três salários.
  4. Faixa entre três e quatro salários mínimos: 20% do valor excedente.
  5. Acima de quatro salários mínimos: 10% do valor excedente.

Essa fórmula de cálculo implica que o beneficiário não receberá mais o valor total de ambos os benefícios, mas sim uma combinação entre o valor integral de um e um percentual do outro, o que pode impactar diretamente no orçamento familiar.

Quais benefícios podem ser acumulados?

É importante destacar que a regra do acúmulo de aposentadoria e pensão por morte não é aplicada de maneira indiscriminada. Alguns benefícios previdenciários não podem ser acumulados. Entretanto, no caso de aposentadoria e pensão por morte, a acumulação é permitida, mas dentro das novas condições estabelecidas pela reforma.

Quem já recebia os benefícios antes da reforma?

partilha de bens de uma herança
Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock.com

As novas regras se aplicam apenas aos benefícios solicitados a partir de novembro de 2019. Isso significa que quem já recebia tanto a aposentadoria quanto a pensão por morte de forma integral antes dessa data não será afetado pelas mudanças. Esses beneficiários continuarão recebendo os valores conforme os critérios anteriores.

Por outro lado, os segurados que passaram a receber a pensão por morte após a reforma precisam seguir as novas diretrizes, o que inclui a redução do valor conforme as faixas salariais.

Impacto financeiro para aposentados

As alterações trazidas pela reforma da Previdência têm um impacto significativo para as famílias que dependem tanto da aposentadoria quanto da pensão por morte. Antes da reforma, o acúmulo integral dos benefícios ajudava a garantir uma renda mais estável.

Agora, com as novas regras, essa segurança financeira pode ser reduzida, especialmente para aqueles que tinham expectativas de receber os valores completos.

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Por isso, é essencial que aposentados e dependentes fiquem atentos às mudanças na legislação e se informem sobre seus direitos para fazer uma melhor gestão de seus benefícios e finanças.

Quem tem direito à pensão por morte?

A pensão por morte é um benefício previdenciário destinado aos dependentes do segurado falecido, sejam eles aposentados ou não. Os principais dependentes que podem solicitar a pensão são:

  • O cônjuge ou companheiro(a);
  • Filhos menores de 21 anos ou inválidos;
  • Dependentes de outras classes, como pais ou irmãos, caso não haja cônjuge ou filhos dependentes.

Reforma da Previdência: um marco nas mudanças previdenciárias

A reforma da Previdência de 2019 marcou uma reestruturação no sistema de benefícios previdenciários do Brasil. Essas mudanças visavam garantir a sustentabilidade do sistema a longo prazo, mas também trouxeram novos desafios para os aposentados e pensionistas que precisam adaptar seu planejamento financeiro.

A acumulação de aposentadoria com pensão por morte ainda é permitida, mas as regras para o cálculo dos valores a serem recebidos mudaram significativamente com a reforma da Previdência. A escolha do benefício mais vantajoso e a aplicação dos novos percentuais podem reduzir o valor total recebido por aposentados que também recebem pensão por morte.

Assim, entender essas novas regras é fundamental para uma boa gestão dos benefícios previdenciários e para evitar surpresas financeiras.

Imagem: ADragan / Shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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