A Apple surpreendeu o mundo ao anunciar, durante a WWDC 2025, o que está chamando de sua maior transformação visual até hoje. A partir de setembro, os sistemas iOS, macOS, iPadOS e watchOS passarão a adotar um design unificado, conhecido como liquid glass, ou “vidro líquido”.
Apple revela “liquid glass”, interface futurista que promete revolucionar a experiência do usuário
Apple revela o Liquid Glass, sua maior mudança visual em anos. Veja como a nova interface unificada promete transformar a experiência no iPhone, iPad e Mac.
A promessa é uma experiência mais imersiva, moderna e elegante, mas sem alterar o funcionamento dos dispositivos que já fazem parte da rotina de milhões de pessoas.
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O que é o liquid glass?

Uma nova estética para uma experiência conhecida
Apresentado na conferência anual para desenvolvedores da Apple, o liquid glass é, essencialmente, uma repaginação visual. Ele substitui janelas e elementos opacos por superfícies translúcidas, dando a impressão de que os ícones, menus e ferramentas flutuam sobre a tela como se fossem feitos de vidro.
Essa nova estética não altera a navegação ou os recursos existentes, mas muda completamente o modo como a interface se apresenta. Craig Federighi, vice-presidente sênior de engenharia de software da Apple, afirmou que o objetivo era simples: “fazer a tela parecer maior”. E de fato, a sensação é essa.
As principais mudanças com o liquid glass
iOS, iPadOS, macOS e watchOS finalmente falam a mesma língua
Com o liquid glass, todos os sistemas operacionais da Apple adotam a mesma linguagem visual. O design unificado faz com que o dock de aplicativos, o Safari, o controle de volume, o relógio e até mesmo o teclado virtual no iPad se tornem translúcidos. Essa mudança, ainda que visualmente sutil, traz uma sensação de profundidade e espaço.
Elementos que flutuam
O efeito mais marcante do liquid glass aparece em elementos como a lente de aumento e o controle deslizante de volume, que agora flutuam e distorcem levemente o que está atrás deles — como se fossem bolhas de água.
Essas distorções e reflexos acompanham os gestos e a inclinação do aparelho. Por exemplo, ao girar o iPhone, é possível ver a luz refletindo nas bordas dos ícones, como se fossem objetos reais. A proposta da Apple é tornar os sistemas mais sensoriais e dinâmicos.
Adaptação ao conteúdo da tela
Uma das preocupações levantadas é a possível perda de legibilidade em conteúdos muito coloridos. A Apple contorna isso com um sistema dinâmico de alternância entre os modos claro e escuro, adaptando o fundo conforme o conteúdo — como capas de álbuns no Apple Music.
Vantagens práticas para o usuário

Menos “caixas”, mais espaço útil
A principal vantagem prática do liquid glass está na eliminação de divisões rígidas entre os elementos da tela. Isso libera espaço visual, fazendo com que o usuário perceba mais área útil, especialmente em telas menores. O efeito é semelhante ao da Dynamic Island introduzida nos modelos mais recentes de iPhone.
Teclado mais discreto no iPad
Outra aplicação prática é o teclado translúcido no iPad, que permite visualizar parte do conteúdo por trás das teclas. Para quem trabalha com edição de texto, código ou planilhas, esse detalhe oferece uma grande vantagem ao manter a fluidez da informação na tela.
Um passo para o futuro?
Uma nova fundação para IA e realidade mista
Apesar de ser uma mudança puramente estética neste primeiro momento, o liquid glass pode estar preparando o terreno para uma transição maior. A nova linguagem visual é compatível com os conceitos de computação espacial, realidade aumentada e inteligência artificial, tecnologias nas quais a Apple vem apostando fortemente.
É possível imaginar o liquid glass servindo de base para interfaces tridimensionais nos óculos de realidade mista da empresa, ou como uma metáfora visual em futuras aplicações com IA generativa.
Não há função nova — e isso é proposital
Federighi reforçou durante a apresentação que a ideia era evoluir o visual sem alterar a rotina dos usuários. Ou seja, trata-se de uma transformação sem fricção, que respeita a familiaridade que milhões de pessoas já têm com os sistemas da Apple.
Críticas e limitações da nova interface
Quando a beleza atrapalha
Apesar do apelo visual, alguns especialistas apontaram que a interface, em determinados contextos, pode prejudicar a clareza. Conteúdos vibrantes ou fundos muito complexos competem com os elementos translúcidos, especialmente em aplicativos como o Apple Music ou o Safari.
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Alternância automática pode confundir
A adaptação automática entre modos claro e escuro pode causar variações bruscas na aparência da tela, dependendo da iluminação e do conteúdo exibido. Para alguns usuários, isso pode comprometer a consistência da experiência.
Liquid glass é só estética?
Sim, por enquanto — mas com implicações maiores
De fato, não há nenhuma mudança funcional direta com a chegada do liquid glass. Trata-se de uma escolha puramente visual. No entanto, ela altera a percepção de espaço, fluidez e modernidade — elementos importantes na fidelização de usuários.
Mais do que isso: é uma declaração de intenção da Apple. Ao adotar uma interface visual tão ousada e integrada, a empresa mostra que está se preparando para um futuro onde a interface física e digital se confundem.
Para onde isso pode nos levar?

Um novo padrão de design para a indústria
O liquid glass pode ser o início de uma tendência de mercado, assim como o skeuomorfismo e o flat design foram em suas épocas. A ideia de transparência, reflexos e profundidade pode ser adotada por outros fabricantes, especialmente conforme os dispositivos forem adotando tecnologias imersivas.
A revolução silenciosa da Apple
O que parece um simples enfeite pode ser, na verdade, a primeira camada de uma mudança radical na forma como interagimos com dispositivos digitais. Ao colocar a estética em primeiro plano, a Apple abre caminho para repensar toda a experiência digital.
Craig Federighi resumiu bem: “Quando a interface desaparece, o conteúdo ganha vida.” E essa pode ser a chave do sucesso do liquid glass.
Considerações finais
O liquid glass representa mais do que um novo visual. É uma tentativa da Apple de redefinir a relação entre usuário e interface. Ao trazer profundidade, leveza e fluidez para o centro da experiência, a empresa planta as sementes de uma próxima geração de interações — que podem incluir realidade aumentada, telas tridimensionais, inteligência artificial e muito mais.
Ainda não sabemos se o conceito será um marco duradouro ou apenas uma tendência passageira. Mas, como toda inovação da Apple, ele inaugura um novo capítulo no design de interfaces — e nos convida a imaginar o que vem a seguir.
