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Pix por aproximação: Apple e Samsung negociam oferta de recurso com Banco Central

Apple e Samsung estão em negociações com o Banco Central para integrar o Pix por aproximação em suas carteiras digitais.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
Pix

A implementação do Pix por aproximação, uma nova fase da tecnologia de pagamento do Banco Central do Brasil, está prevista para fevereiro de 2025.

No entanto, as gigantes tecnológicas Apple e Samsung ainda não têm acesso garantido a essa funcionalidade em suas plataformas de pagamento digital.

Enquanto a Google já se posicionou no mercado com a integração do Android, Apple e Samsung enfrentam desafios para obter a certificação necessária junto ao Banco Central.

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Requisitos para o Pix por Aproximação

pix anônimo
Imagem: Rafapress/shutterstock

Para oferecer o Pix por aproximação, as carteiras digitais devem estar inseridas no ecossistema do Open Finance, conforme exigido pelo Banco Central. Esta integração busca garantir a segurança e o sigilo das transações. No momento, Apple e Samsung não estão cadastradas como “iniciadoras de pagamento” no Banco Central, o que limita sua capacidade de fornecer o novo sistema de pagamentos.

Diferenças no Cadastro e Registro

Ao contrário do Google, que já conseguiu a certificação necessária, Apple e Samsung ainda não completaram o processo de credenciamento.

A falta de registro pode impedir a implementação do Pix por aproximação em suas carteiras digitais, a menos que as empresas se adaptem às exigências do Banco Central ou busquem soluções alternativas.

Desafios e Soluções Propostas

Apple e Samsung argumentam que a funcionalidade do Pix por aproximação seria similar aos cartões já cadastrados em suas carteiras digitais, com a responsabilidade pelas transações recaindo sobre as instituições financeiras parceiras.

No entanto, o Pix por aproximação exige que o usuário vincule sua conta bancária diretamente à carteira digital, o que demanda um envolvimento mais profundo da plataforma do sistema operacional.

Impacto nas Carteiras Digitais

O Banco Central visa simplificar o sistema de pagamentos com o Pix por aproximação, substituindo o processo atual de escaneamento de QR Codes e inserção de chaves.

Com a nova ferramenta, os usuários poderão cadastrar suas contas bancárias diretamente na carteira digital, permitindo a realização de transações Pix com um simples toque, sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco.

Negociações e Possíveis Impasses

banco central
Imagem: Rafastockbr/Shutterstock

O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil, lançado em novembro de 2020. Ele permite a transferência de dinheiro entre contas bancárias em segundos, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.

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Atualmente, Apple e Samsung estão em diálogo com o Banco Central para discutir a possibilidade de oferecer o Pix por aproximação sem a necessidade de se submeterem ao processo de regulamentação. Caso contrário, terão que seguir o processo de registro, que pode ser demorado e complexo.

Questões sobre Regulamentação

Se a negociação não for bem-sucedida, as empresas podem enfrentar desafios adicionais para permitir o uso do Pix por aproximação em dispositivos Apple e Samsung.

O Financial Times antecipou que, sem uma solução, a Apple pode permitir a instalação de carteiras digitais de outros desenvolvedores em seus dispositivos, embora isso possa afetar a disponibilidade de opções para os usuários do iOS.

A questão do custo também é relevante. A Apple cobra uma taxa que varia de 0,12% a 0,17% por transação em sua plataforma, o que pode impactar a competitividade e a isonomia entre as fintechs.

O custo adicional pode levar a uma diminuição na oferta de produtos financeiros para usuários de iOS, afetando a diversidade e a acessibilidade das opções disponíveis.

Enquanto as negociações continuam, o futuro do Pix por aproximação e a integração das principais carteiras digitais permanecem incertos. As decisões que serão tomadas nos próximos meses terão implicações significativas para o mercado de pagamentos digitais no Brasil e para a experiência dos usuários dessas plataformas.

Imagem: Miguel Lagoa/shutterstock

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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