Na Argentina, o dólar é usado como principal moeda por conta da vulnerabilidade do peso diante das incessantes crises econômicas que assolam o país. Acontece que um problema envolvendo a moeda norte-americana começou a fazer parte da rotina dos argentinos nos últimos anos.
Argentinos rejeitam dinheiro por motivo inusitado; descubra qual
Segundo argentinos, determinadas cédulas de dólar valem bem menos do que o valor impresso na nota. Entenda!
Isso porque algumas cédulas emitidas há mais tempo, conhecidas como “cara chica” ou rosto pequeno em tradução livre, têm sido recusadas por muitos dos argentinos na hora de fazer uma compra.
A principal diferença está na estampa da cédula. As emitidas a partir de 1996, as notas apresentam um rosto maior, o que possibilita a diferenciação e ainda que tenha o mesmo valor que todas as impressas no passado mais distante passam a ser preferidas pelos argentinos.
As informações são da BBC Brasil.
Diferenciação do dólar na Argentina
A diferenciação é apenas uma questão de aparência da nota, visto que, como apontado acima, não há diferença no valor oficialmente.
Contudo, a prática é recorrente no país vizinho. A maioria dos argentinos só aceitam cédulas com o rosto maior, que são as que foram emitidas por último.
Isso não acontece apenas para a comercialização de produtos comuns. Em imobiliárias, agências de turismo e concessionárias, por exemplo, só são aceitos os dólares mais recentes.
Até mesmo em casas que fazem a compra do dólar ilegalmente, há uma diferenciação no valor, os dólares com o rosto pequeno são avaliados com um valor que pode variar de 1% a 5% menor do que os outros, ainda que todos valham a mesma quantia.
Motivos por trás da negação do dólar
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De acordo com uma entrevista concedida à BBC Brasil por um trabalhador dessas casas de venda ilegal do dólar, a diferenciação entre as cédulas começou a aparecer há cerca de 7 anos.
Segundo a fonte, um artigo publicado em um jornal dos Estados Unidos afirmava que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não emitia mais notas com a “cara chica” há anos.
Com isso, as pessoas passaram a acreditar que a cédula seria retirada de circulação e, por isso, foi se desvalorizando com o passar do tempo, mesmo com o Fed afirmando que nenhuma das versões do dólar deixaria de ser impressa.
Imagem: patjo/shutterstock.com
