Ata do Copom fala sobre cortes de 0,50 p.p. nas próximas reuniões; saiba mais
O Copom decidiu pelo corte de 0,50 p.p. na taxa básica de juros na última reunião, que caiu de 12,25% para 11,75%. Veja!
Por Rafaela Medolago
O Banco Central acaba de divulgar a Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Na ocasião, a autoridade monetária decidiu pelo corte de 0,50 p.p. na taxa básica de juros. Sendo assim, a Selic saiu de 12,25% para 11,75%, como era esperado pelo mercado financeiro.
Com base nas informações do documento, é possível que os cortes sigam neste ritmo nas próximas reuniões. Isso se o cenário esperado para a economia se confirmar nos próximos meses.
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Mais uma vez, o Copom afirma que o processo de condução da política monetária dependerá da evolução da inflação no país. Para a tomada de decisão, o comitê considera as projeções para os próximos anos, 2025 e 2026.
Copom aponta para progresso desinflacionário relevante
Na avaliação geral, o Copom afirma que houve um progresso desinflacionário relevante ao longo dos últimos meses. No entanto, volta a alegar que ainda há um longo caminho a percorrer para a ancoragem das expectativas e o retorno da inflação à meta.
Nesse sentido, para 2023, a meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3,25%, podendo oscilar 1,5 p.p. para ser considerada cumprida. Neste momento, a inflação está em 4,04% ao ano, segundo dados do IPCA mais recente.
Imagem: Jo Panuwat D / shutterstock.com / Edição: Seu Crédito Digital
Política monetária ainda contracionista
Apesar do cenário mais ameno, o Copom avalia que ainda se faz necessário manter uma política monetária contracionista para que seja possível consolidar a convergência da inflação e a ancoragem das expectativas.
Na última reunião, todos os membros votaram pelo corte de 0,50 p.p. na Selic. Vale lembrar que a taxa de juros chegou a ficar estacionada em 13,75% pelo período de mais de um ano, com o objetivo de controlar a inflação do país.
Os próximos encontros já têm data definida e se iniciam logo em janeiro de 2024. Como exposto acima, espera-se novas reduções no mesmo patamar atual de 0,50 p.p.. Se assim for, a taxa deve encerrar o ano que vem em 9,25%, como apontam as projeções do mercado.
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