O governo federal anunciou medidas para ajustar as contas públicas que incluem um aumento nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Aumento do IOF encarece remessas e compras no exterior; entenda mudanças
Governo aumenta alíquotas do IOF, tornando remessas e compras no exterior mais caras; entenda as mudanças e seus impactos na economia.
Essa alteração impacta diretamente quem realiza compras no exterior com cartão, faz remessas internacionais de dinheiro e realiza outras operações financeiras, tornando esses serviços mais caros.
Contexto do aumento do IOF

O objetivo das medidas é reforçar a arrecadação para conter o déficit público e equilibrar o orçamento, o que é fundamental para controlar o endividamento e conter a inflação. Para isso, o governo anunciou:
- Congelamento de R$ 31,3 bilhões no orçamento de 2025, com detalhes a serem divulgados;
- Aumento da arrecadação em R$ 20,5 bilhões para 2025 e R$ 41 bilhões para 2026 com as novas alíquotas do IOF.
O que mudou no IOF em 2025
O IOF é um imposto federal cobrado sobre operações financeiras nacionais e internacionais. As principais alterações são:
- Alíquota de 5% para investimentos acima de R$ 50 mil mensais (R$ 600 mil anuais) em planos de previdência privada VGBL;
- Aumento da alíquota para operações com cartões de crédito, débito internacional, cartões pré-pagos e cheques-viagem de 3,38% para 3,5%;
- Elevação da alíquota para compra de moeda em espécie e remessas para contas no exterior de 1,1% para 3,5%;
- Aumento para 3,5% da alíquota sobre saída de recursos do país em operações não especificadas (antes 0,38%);
- Alíquota para entrada de recursos mantida em 0,38%.
Além disso, o governo aumentou a alíquota anual para empresas de 1,88% para 3,95%, igualando a de pessoas físicas, e para empresas do Simples Nacional, de 0,88% para 1,95% em operações até R$ 30 mil. Cooperativas tomadoras de crédito também tiveram aumento, exceto as rurais, que permanecem isentas.
Recuo em parte das medidas

Originalmente, o governo anunciou aumento da alíquota de 0% para 3,5% em aplicações de fundos no exterior. No entanto, essa medida foi revogada poucas horas depois, mantendo a alíquota zerada para esses casos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que o recuo ocorreu para evitar especulações no mercado financeiro e garantir que o aumento não inibirá investimentos no exterior.
Impactos no mercado financeiro e na economia
- O dólar, que apresentava queda antes do anúncio, fechou em alta a R$ 5,66 no dia 23/05;
- O índice Ibovespa da bolsa de São Paulo reverteu alta e fechou com queda de 0,44%;
- No dia seguinte, tanto dólar quanto bolsa abriram em alta;
- Analistas elogiaram o congelamento de gastos, mas manifestaram cautela sobre o aumento do IOF, que pode frear algumas operações financeiras.
Congelamento de gastos no orçamento de 2025

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O congelamento de R$ 31,3 bilhões inclui:
- R$ 20,7 bilhões bloqueados temporariamente para cumprir a meta do resultado primário;
- R$ 10,6 bilhões para respeitar o limite de gastos do arcabouço fiscal, política que limita o crescimento do gasto público a 2,5% acima da inflação.
- O aumento dos gastos obrigatórios em R$ 12,4 bilhões, devido a fatores como a taxa de juros que atingiu 14,75% (o maior em 20 anos), obrigou o governo a congelar gastos não obrigatórios para manter o equilíbrio fiscal.
O que isso significa para o consumidor e empresas
- Compras no exterior com cartão ficarão mais caras;
- Remessas internacionais terão IOF mais alto, impactando envio de dinheiro ao exterior;
- Empresas enfrentarão maiores custos financeiros devido ao aumento nas alíquotas;
- Investimentos em previdência privada acima dos limites terão tributação mais pesada.
Onde acompanhar as informações oficiais
- Ministério da Fazenda: https://www.gov.br/fazenda
- Receita Federal sobre IOF: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/iof
- Banco Central do Brasil: https://www.bcb.gov.br
Imagem: Freepik e Canva
