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R$ 1.200 extras para mães solteiras — passo a passo para pedir o benefício

Projeto de Lei 2099/20 propõe benefício de R$ 1.200 para mães solteiras provedoras da família. Entenda quem tem direito, requisitos e mais!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Mães canva (2)

O Congresso Nacional discute uma proposta que pode mudar a vida de milhões de mulheres brasileiras. Trata-se do Projeto de Lei (PL) 2099/2020, conhecido como Auxílio Mãe Solteira, que prevê o pagamento de R$ 1.200 por mês, durante três meses, a mulheres que são chefes de família e enfrentam sozinhas os desafios financeiros do lar.

A proposta avança na Câmara dos Deputados e reacende o debate sobre a vulnerabilidade social das mães solo no Brasil. Entenda os detalhes do projeto, os critérios exigidos, a situação atual na Câmara e o impacto que essa medida pode ter no combate à pobreza e na valorização das mulheres.

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O que é o Auxílio Mãe Solteira?

Proposta de benefício emergencial

O Auxílio Mãe Solteira é um benefício emergencial que visa atender mulheres que são as únicas responsáveis pela renda familiar e que se encontram em situação de vulnerabilidade econômica. O valor sugerido é de R$ 1.200 mensais por três meses, podendo beneficiar especialmente aquelas que não têm acesso a outros programas sociais.

A proposta nasceu em 2020, durante o auge da pandemia de Covid-19, como forma de dar suporte a mulheres que não estavam contempladas por outros auxílios, como o extinto Auxílio Emergencial e o Bolsa Família (atualmente substituído pela nova versão do programa).

Finalidade do projeto

A finalidade do projeto é reconhecer a tripla jornada de mães solteiras, que acumulam o trabalho doméstico, o cuidado com os filhos e, muitas vezes, atividades informais para garantir a sobrevivência da família.

Quem pode receber o benefício?

Requisitos básicos para ter direito ao Auxílio Mãe Solteira

Para receber o benefício de R$ 1.200 mensais, é necessário cumprir todos os critérios abaixo, segundo o texto original do PL 2099/20:

  • Ter 18 anos ou mais;
  • Ser mulher provedora única da família (ou seja, sem cônjuge ou companheiro);
  • Não possuir emprego formal (sem carteira assinada);
  • Estar cadastrada no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais);
  • Não receber Bolsa Família, seguro-desemprego ou qualquer outro benefício de assistência social ou previdenciária;
  • Ter renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa, o que em 2025 corresponde a R$ 759 (considerando o salário mínimo atual de R$ 1.518).

Esses critérios buscam atender as mulheres em situação de maior risco social e econômico, evitando sobreposição com outros auxílios.

Exemplo prático de elegibilidade

Se uma mulher de 30 anos vive com dois filhos menores, sem companheiro e sem trabalho com carteira assinada, com uma renda informal de até R$ 2.277 (três pessoas x R$ 759), e está cadastrada no CadÚnico, ela se enquadra nas regras do projeto e poderá receber o auxílio, caso o PL seja aprovado.

Qual é o valor do benefício?

R$ 1.200 mensais por três meses

O valor proposto no projeto é de R$ 1.200 mensais, por um período de três meses consecutivos. Isso totaliza um auxílio de R$ 3.600 por beneficiária ao longo do programa.

Trata-se de um valor superior ao Bolsa Família tradicional, justamente por se tratar de um grupo em condição crítica de vulnerabilidade e sem rede de apoio.

Quando o Auxílio Mãe Solteira será pago?

Ainda não há data definida

Apesar de o projeto estar tramitando no Congresso desde 2020, não há previsão oficial de pagamento, uma vez que a proposta ainda não foi aprovada pelas comissões finais e não foi votada em plenário.

Atualmente, o projeto está em análise na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados.

Somente após essa etapa ele poderá seguir para a Comissão de Finanças e Tributação e, depois, para o Plenário da Câmara. Em seguida, precisará passar também pelo Senado antes de uma eventual sanção presidencial.

Histórico da tramitação

Caminho legislativo desde 2020

Veja abaixo o histórico resumido do PL 2099/2020:

  • 2020 – Apresentado na Câmara dos Deputados;
  • 2021 – Aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher;
  • 2022-2024 – Tramitou em ritmo lento devido à pandemia e mudanças nas prioridades legislativas;
  • 2025 – Em análise na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família.

A relatora atual do projeto defende a urgência da medida e articula para que a proposta entre na pauta de votação ainda no primeiro semestre de 2026.

Impacto social do auxílio para mães chefes de família

Realidade das mães solo no Brasil

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Segundo dados do IBGE, mais de 11 milhões de mulheres são chefes de família no Brasil, muitas em condições de extrema vulnerabilidade. Dessas, uma parte significativa não tem rede de apoio, não conta com pensão alimentícia dos pais das crianças, e atua no setor informal, sem acesso à previdência ou benefícios trabalhistas.

Combate à pobreza infantil

Ao priorizar mães solo, o projeto visa também o bem-estar das crianças. Estudos mostram que quando mulheres recebem auxílio direto, a maior parte dos recursos é destinada à alimentação, educação e saúde dos filhos.

O benefício pode ajudar a reduzir a pobreza infantil, um dos principais desafios sociais do país.

Como se cadastrar para receber o benefício (se aprovado)

Embora o projeto ainda esteja em tramitação, é possível antecipar os passos básicos que provavelmente serão exigidos para o cadastro, com base na experiência de outros auxílios:

  1. Estar com o CadÚnico atualizado nos últimos 24 meses;
  2. Apresentar documentação que comprove a composição familiar, como certidão de nascimento dos filhos;
  3. Declaração de ausência de vínculo empregatício;
  4. Cadastro por aplicativo ou presencial, a ser definido após a aprovação da lei;
  5. Acompanhar a liberação por canais oficiais, como site do MDS, aplicativos Caixa Tem ou Gov.br.

O que diferencia o Auxílio Mãe Solteira de outros programas?

Foco exclusivo em mulheres provedoras

Ao contrário do Bolsa Família ou do BPC, o Auxílio Mãe Solteira tem um público-alvo bastante específico: mulheres que sustentam o lar sozinhas, estão fora do mercado formal de trabalho, e não recebem nenhum outro benefício.

Além disso, o valor de R$ 1.200 é considerado mais alto do que a média dos benefícios assistenciais, refletindo a necessidade urgente de suporte a esse grupo.

O que falta para o projeto ser aprovado?

Etapas restantes

Para virar lei, o PL 2099/20 ainda precisa:

  1. Ser aprovado na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família;
  2. Passar pela Comissão de Finanças e Tributação, que analisará a viabilidade orçamentária;
  3. Ser votado no Plenário da Câmara dos Deputados;
  4. Seguir para o Senado Federal, onde também deve passar por comissões e plenário;
  5. Ser sancionado pela Presidência da República.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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