Na última quarta-feira (11), a Americanas afirmou que encontrou uma inconsistência de R$ 20 bilhões em seu orçamento. Desde então, a empresa caiu mais de 80% na bolsa de valores.
Empresas envolvidas em fraudes poderão ser excluídas futuramente
De acordo com o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, é necessário discutir regras do Novo Mercado para incluir a possibilidade de excluir da bolsa as empresas que se envolvam em fraudes.
“Esse é um assunto que pode ser discutido na próxima reforma das regras do Novo Mercado”, disse o presidente da B3.
Contudo, segundo Finkelsztain, a B3 pode excluir a Americanas do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Ainda assim, será necessário obter mais informações a respeito do rombo. Para o CEO da B3, o mercado deve focar em não permitir que novos casos como o da Americanas se repitam.
Agência rebaixou a classificação de crédito da Americanas
A agência de classificação de risco S&P Global Ratings rebaixou a Americanas a escala default, ou seja, calote, após o rombo de R$ 20 bilhões nos balanços da empresa. A classificação de crédito em escala global e nacional é identificada pela letra “D”.
De acordo com a agência, essa categoria “D” é um reflexo da visão da S&P sobre a decisão da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Para a agência, a decisão “é semelhante a um standstill, pois permite que a empresa não pague nenhuma de suas obrigações relacionadas a instrumentos de dívida nos próximos 30 dias”.
Sendo assim, “embora a tutela ainda não represente uma recuperação judicial, é um passo inicial rumo a ela”, concluiu a agência.
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