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B3 fornece dados para investigações sobre Americanas

Após anúncio da Americanas sobre o rombo de R$ 20 bilhões, a empresa caiu mais de 80% na bolsa de valores. 

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Bolsa de Valores brasileira em um telão

A bolsa de valores brasileira (B3) está fornecendo dados para as investigações sobre o rombo de R$ 20 bilhões do balanço financeiro da Americanas.

A B3 enviou as informações à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que deverá averiguar a existência de ‘insider trading’ envolvendo as AMER3, ações da varejista.

Na última quarta-feira (11), a Americanas afirmou que encontrou uma inconsistência de R$ 20 bilhões em seu orçamento. Desde então, a empresa caiu mais de 80% na bolsa de valores. 

Empresas envolvidas em fraudes poderão ser excluídas futuramente  

De acordo com o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, é necessário discutir regras do Novo Mercado para incluir a possibilidade de excluir da bolsa as empresas que se envolvam em fraudes. 

“Esse é um assunto que pode ser discutido na próxima reforma das regras do Novo Mercado”, disse o presidente da B3. 

Contudo, segundo Finkelsztain, a B3 pode excluir a Americanas do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Ainda assim, será necessário obter mais informações a respeito do rombo. Para o CEO da B3, o mercado deve focar em não permitir que novos casos como o da Americanas se repitam. 

Agência rebaixou a classificação de crédito da Americanas

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings rebaixou a Americanas a escala default, ou seja, calote, após o rombo de R$ 20 bilhões nos balanços da empresa. A classificação de crédito em escala global e nacional é identificada pela letra “D”.

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De acordo com a agência, essa categoria “D” é um reflexo da visão da S&P sobre a decisão da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Para a agência, a decisão “é semelhante a um standstill, pois permite que a empresa não pague nenhuma de suas obrigações relacionadas a instrumentos de dívida nos próximos 30 dias”. 

Sendo assim, “embora a tutela ainda não represente uma recuperação judicial, é um passo inicial rumo a ela”, concluiu a agência.

Imagem: Alf Ribeiro/shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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