Cenário internacional, retomada da economia e inércia da inflação são motivos
De acordo com Campos Neto, um dos principais fatores que influenciaram o estouro da meta da inflação foi o cenário internacional agravado pela guerra no leste europeu entre Rússia e Ucrânia. O conflito prejudicou a oferta e demanda de insumos, levando ao aumento dos preços das commodities, como o petróleo.
Além disso, as mudanças climáticas que afetam o mundo também influenciam o cenário do mercado internacional, pois elevam os preços do setor alimentício.
O presidente do Banco Central também justificou o estouro na meta da inflação com os efeitos da inércia dos resultados do ano interior. Além disso, para Campos Neto, a retomada da economia após a diminuição dos casos de Covid-19 também está entre os responsáveis pelo estouro.
IPCA fechou 2022 com alta de 5,79%
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), terminou o ano de 2022 com alta acumulada de 5,79%.
A meta da inflação para 2022 era de 3,5%, com limite máximo de 5%. O estouro da inflação aconteceu mesmo com os altos patamares da taxa Selic, atualmente em 13,75%. A taxa básica de juros do país é utilizada como forma de controle da inflação no Brasil. Este é o segundo ano consecutivo que a meta da inflação é estourada.
A expectativa é de que para 2023 a inflação seja de 3,25%, com alteração de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Dessa forma, o piso da meta para a inflação neste ano é de 1,75%, e o teto é de 4,75%.
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