Vale destacar que tal posicionamento ganha força quando analisado que o Banco de Compensações Internacionais é considerado o ‘banco central’ dos bancos centrais. Ademais, o banco internacional encaminhou este documento para ministros do G20.
Posição do banco internacional
Conforme relatório do banco internacional, até o momento, “as criptomoedas falharam em aproveitar a inovação para o benefício da sociedade”. Assim, ainda que apresentem inovação, elas não podem ser utilizadas como dinheiro real. Neste cenário, a instituição financeira destaca algumas falhas, como:
- Alta fragmentação;
- Congestionamento da rede;
- Taxas elevadas;
- Falta de transparência;
- Consistência e confiabilidade nos dados.
Além disso, o banco internacional ainda indica a pseudo anonimidade como um problema de segurança para este tipo de operação. Ou seja, é difícil o processo de identificação de investidores que realizam grandes movimentos off-chair. Dessa forma, o documento do BIS aponta que estes e outros argumentos servem para concluir que estes ativos, até o momento, “não servem como dinheiro”.
‘Conselhos’ do BIS
Em meio às críticas e ponderações, o documento do BIS aponta algum caminho para lidar com tais falhas. Conforme o banco internacional, as empresas do segmento devem compreender que “falhas estruturais inerentes o tornam inadequado para desempenhar um papel significativo no sistema monetário”.
Por fim, o banco internacional também pondera sobre o papel da ideologia descentralizadora. Segundo o Banco de Compensações Internacionais, várias plataformas DeFi apontam para um caminho oposto ao da ideologia, centralizando suas atividades e dando margem para problemas.
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