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Banco Mundial diz que chocolate, sorvete e salgadinho deveriam estar no “Imposto do Pecado”

Imposto do Pecado: chocolate, salgadinho e sorvete podem ter aumento de preços com nova proposta. Saiba mais!

Em 2023, o Congresso Nacional aprovou a reforma tributária que, entre outras medidas, instituiu o Imposto Seletivo, que ficou conhecido como  “Imposto do Pecado”, que visa aumentar a tributação de produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente. 

Dessa forma, o projeto enviado pelo Executivo incluiu nessa lista itens, como bebidas alcoólicas, cigarros e refrigerantes, mas não incluiu a maioria dos alimentos ultraprocessados. Assim, o governo incluiu os ultraprocessados no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com uma alíquota média de 25,5% sobre esses produtos. Veja mais detalhes da medida!

Ultraprocessados no “Imposto do Pecado”

No entanto, de acordo com um estudo do Banco Mundial, tanto a população quanto o governo podem se beneficiar da inclusão de produtos, como chocolate, pacote de salgadinho, sorvete e outros alimentos ultraprocessados na lista do “Imposto do Pecado”.

Segundo a organização, a inclusão desses produtos no “Imposto do Pecado” da reforma tributária pode reduzir o consumo desses itens considerados prejudiciais à saúde. Assim, a população usaria a renda para compra de produtos mais saudáveis, o que poderia reduzir os gastos com o Sistema Único de Saúde (SUS).

Reforma tributária do Governo Lula
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Ganhos a longo prazo

De acordo com estudos do Banco Mundial, a elevação de 20% nos preços dos alimentos ultraprocessados pode restringir o consumo em até 30%. Assim, essa medida é particularmente significativa entre os 10% mais pobres da população, que reduziriam seu consumo desses itens três vezes mais do que os mais ricos. 

Dessa forma, esse consumo reduzido poderia compensar com a aquisição de produtos mais saudáveis, gerando um ciclo virtuoso de alimentação saudável e aumento da qualidade de vida.

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Assim, o aumento da tributação sobre os ultraprocessados, apesar de ser visto como prejudicial a curto prazo para o bolso do consumidor, tem um potencial redistributivo e de melhoria de saúde que se traduz em ganhos financeiros a longo prazo.

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