O Banco Original foi condenado pelo Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), que é um órgão do Ministério da Fazenda por operações ilegais que foram autorizadas por Joesley Batista. Através de uma colaboração premiada, Batista disse que a “troca de chumbo” serviu para ajudar o Banco Rural. Joesley Batista é sócio da holding J&F, controladora do Original.
Banco Original é condenado por operações ilegais autorizadas por Joesley Batista
O Banco Original foi condenado pelo Ministério da Fazenda por operações ilegais que foram autorizadas por Joesley Batista. Através de uma colaboração premiada, Batista disse que a "troca de chumbo" serviu para ajudar o Banco Rural. Joesley Batista é sócio da holding J&F, controladora do Original.
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Banco Original é condenado por operações ilegais
No âmbito administrativo, o Banco Central do Brasil condenou em primeira instância, o Banco Original e sete ex-diretores em uma multa de R$ 250 mil cada um deles pelos empréstimos irregulares.
De acordo com as autoridades, o esquema funcionou com a concessão de quatro operações de crédito irregulares pelo Banco Rural para a J&F e à Flora Produtos de Higiene e Limpeza S.A. no montante de R$ 80 milhões, no dia 22 de dezembro de 2011. Ambas empresas são coligadas ao Banco Original.
Apenas 4 dias depois, o Banco Original concedeu empréstimo no mesmo valor para Trapézio S.A., controladora do Banco Rural S.A.
“Como a legislação vedava empréstimos entre sociedades do mesmo grupo, ao invés da instituição financeira emprestar para o próprio controlador, ela empresta para o controlador da instituição financeira 2 e essa instituição financeira empresta para o controlador 1”, explicou um advogado sob anonimato.
“Troca de chumbo”
Conforme o próprio Joesley Batista, a “troca de chumbo” ocorreu devido a dificuldades financeiras que o Banco Rural enfrentava. Como a legislação proíbe empréstimos a sociedades controladoras, o esquema de concessão de crédito indireta serviu para burlar a fiscalização.
“Com a holding [do Rural, a Trapézio], eles entraram com um pedido de financiamento em nosso banco [Original]. Era fim de ano, quando as holdings buscam bancos para fechar os balanços. Liguei para o José Roberto Salgado [então vice-presidente do Rural] e falei: “Vou autorizar aqui no banco”. E por outro lado ele disse “Tem aqui as empresas suas”. Foi feito um empréstimo do nosso banco para o dele e do dele ao nosso”, afirmou Batista em sua delação.
Durante as investigações, o Banco Central compartilhou os autos com o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP). O MPF-SP denunciou criminalmente Joesley Batista pela prática de crime contra o Sistema Financeiro Nacional.
Além dele, a ex-presidente do Banco Rural e na época presidente da Trapézio, Kátia Rabello, também foi acusada. A denúncia foi aceita e ambos são réus na Justiça Federal.
Contudo, ainda de acordo com o procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira, os bancos tentaram capitalizar artificialmente as respectivas empresas controladoras das instituições financeiras que administravam.
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Banco Original acatará decisão
Por meio da assessoria de imprensa, o Banco Original informou que acatará a decisão do CRSFN.
“A instituição ressalta, no entanto, que a ação é de 2011 e que nenhum dos envolvidos no processo mencionado faz parte da atual diretoria do Original”, conforme a nota enviada.
Entretanto, am 2016, quando analisadas as operações sob o prisma do Banco Rural, o CRSFN negou recurso e condenou cinco diretores do banco à multa de R$ 250 mil.
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Via JOTA
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