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Safra lança fundo de Bitcoin e facilita acesso ao ETF da BlackRock no Brasil

O Banco Safra lançou um fundo de Bitcoin baseado no ETF IBIT da BlackRock, oferecendo acesso seguro e regulado ao mercado cripto para investidores brasileiros.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira6 min de leitura
Safra

O Banco Safra, uma das instituições financeiras mais tradicionais do Brasil, anunciou o lançamento de um fundo de investimento lastreado em Bitcoin, em parceria com a gestora global BlackRock. A novidade marca um passo importante para a inclusão de investidores brasileiros no universo dos criptoativos, com foco em segurança, regulação e acessibilidade.

O novo produto utiliza como referência o iShares Bitcoin Trust (IBIT), ETF de Bitcoin à vista aprovado pela SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) em janeiro de 2024.

Esse ETF rapidamente se tornou um fenômeno no mercado financeiro, atraindo bilhões de dólares em poucos dias e consolidando-se como um dos instrumentos mais importantes para a adoção institucional de criptomoedas.

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Como funciona o novo fundo do Banco Safra

Base no ETF IBIT da BlackRock

O iShares Bitcoin Trust (IBIT) é um fundo de índice que acompanha diretamente o preço do Bitcoin no mercado à vista. Em vez de comprar criptomoedas e gerenciá-las manualmente, o investidor aplica em cotas do ETF, que já faz todo o processo de compra e custódia.

Desde seu lançamento, o IBIT quebrou recordes: superou US$ 1 bilhão em ativos sob gestão na primeira semana e, em agosto de 2025, já administrava mais de US$ 86 bilhões. Esse crescimento expressivo demonstra a demanda reprimida de investidores institucionais e de varejo por produtos regulados de Bitcoin.

Acesso simplificado no Brasil

No mercado brasileiro, o ETF IBIT é acessível por meio do IBIT39, um BDR (Brazilian Depositary Receipt) listado na B3, que espelha o desempenho do ETF original negociado na Nasdaq.

Essa estrutura permite que investidores no Brasil participem do mercado global de Bitcoin sem necessidade de abrir conta no exterior ou realizar operações cambiais.

Vantagens do fundo do Banco Safra

BITCOIN
Imagem: Canva

Segurança reforçada

Um dos grandes atrativos do fundo é a segurança. O Bitcoin que lastreia o IBIT é custodiado pela Coinbase, uma das maiores e mais respeitadas plataformas de ativos digitais do mundo.

A custódia é feita em cofres digitais com protocolos avançados de segurança, incluindo armazenamento offline (cold storage) distribuído globalmente, o que reduz drasticamente o risco de ataques cibernéticos.

Aplicação mínima e custos

O fundo do Banco Safra foi desenhado para ser acessível a um público amplo.

  • Aplicação mínima: R$ 5 mil;
  • Taxa de administração: 1,5% ao ano;
  • Liquidez: resgates processados em D+2 dias úteis.

A aplicação pode ser feita via aplicativo do banco, internet banking ou diretamente com o gerente de relacionamento, garantindo flexibilidade para diferentes perfis de investidor.

Produto regulado

Como se trata de um fundo baseado em um ETF listado e aprovado por órgãos reguladores, o produto oferece transparência, auditoria e conformidade legal, fatores essenciais para atrair investidores que ainda têm receio de lidar diretamente com criptomoedas.

O impacto da BlackRock e do ETF IBIT no mercado global

O que torna o IBIT especial

A entrada da BlackRock no mercado de Bitcoin foi um divisor de águas. Como maior gestora de ativos do mundo, com mais de US$ 10 trilhões sob gestão, sua aprovação e oferta de um ETF de Bitcoin à vista conferiram legitimidade institucional ao ativo digital.

O IBIT, em particular, oferece:

  • Exposição direta ao preço do Bitcoin;
  • Estrutura regulada nos EUA;
  • Custódia profissional com a Coinbase;
  • Alta liquidez, com negociação em uma das maiores bolsas do mundo (Nasdaq).

Recordes de crescimento

Em apenas um ano e meio de operação, o IBIT acumulou US$ 86 bilhões, tornando-se o ETF de crescimento mais rápido da história.

Parte desse avanço é atribuída à entrada de investidores institucionais, incluindo fundos de pensão e universidades como Harvard, que recentemente revelou posição relevante no produto.

Por que ETFs estão mudando a forma de investir em Bitcoin

Do acesso complexo ao clique no aplicativo

Antes dos ETFs, investir em Bitcoin exigia abrir conta em corretoras específicas, lidar com chaves privadas, transferências internacionais e riscos de custódia. Hoje, com produtos como o IBIT e seu equivalente brasileiro IBIT39, o investidor pode ter exposição à criptomoeda com o mesmo processo de compra de uma ação.

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Para muitos investidores tradicionais, o grande obstáculo para entrar no mercado cripto era a falta de regulação clara e a preocupação com segurança. ETFs resolvem ambas as questões, oferecendo um meio regulado, auditado e transparente de participação.

Popularização do Bitcoin entre grandes investidores

Fundos de pensão e instituições conservadoras

Nos Estados Unidos, fundos de pensão — tradicionalmente conservadores — começaram a incluir Bitcoin em suas carteiras, seja diretamente ou via ETFs. Isso marca uma mudança significativa na percepção do ativo como parte de uma estratégia de diversificação e proteção contra inflação.

Apoio político e cenário macroeconômico

O avanço regulatório e o apoio político também têm impulsionado o setor. Em 2025, o presidente americano Donald Trump reforçou seu apoio às criptomoedas, nomeando autoridades pró-cripto para cargos estratégicos em Washington.

Dados de mercado

Segundo a CoinGecko, o valor de mercado global das criptomoedas atingiu US$ 4 trilhões em julho de 2025, novo recorde histórico, refletindo o aumento da demanda e da credibilidade do setor.

Oportunidades e desafios para o investidor brasileiro

Oportunidades

  • Diversificação de carteira com um ativo de baixa correlação com ações e títulos;
  • Acesso facilitado a um produto global de alta liquidez;
  • Exposição regulada ao Bitcoin sem riscos operacionais de custódia.

Desafios

  • Alta volatilidade: mesmo em um ETF, o valor pode oscilar significativamente em curtos períodos;
  • Horizonte de longo prazo: especialistas recomendam visão estratégica, evitando movimentos especulativos imediatos;
  • Educação financeira: compreender o funcionamento e o papel do ativo na carteira é fundamental.

Conclusão: um passo estratégico para democratizar o Bitcoin no Brasil

Bitcoin bancos stablecoins
Imagem: tungtaechit/Shutterstock.com

O lançamento do fundo de Bitcoin pelo Banco Safra, lastreado no ETF IBIT da BlackRock, representa um avanço significativo no acesso dos brasileiros ao mercado cripto.

Com aplicação inicial relativamente acessível, segurança reforçada e regulação, o produto atende tanto investidores que buscam diversificação quanto aqueles que desejam entrar no universo das criptomoedas de forma segura.

Mais do que um simples lançamento, o movimento do Safra sinaliza que o Bitcoin está se consolidando como classe de ativo legítima no Brasil, abrindo caminho para que outros bancos e instituições financeiras sigam o mesmo caminho.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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