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Bancos brasileiros recebem duras críticas sobre possível fim do parcelamento sem juros

Os bancos foram duramente criticados por sugerirem o fim do parcelamento sem juros. Continue a leitura e entenda a situação.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Cartões de crédito empilhados

Durante a tramitação do Desenrola, programa de renegociação de dívidas do governo federal, no Congresso Nacional, as instituições bancárias tentaram incluir no texto o fim do parcelamento das compras sem a cobrança de juros. No entanto, a proposta não foi aceita.

Na ocasião, ficou determinada uma solução para os juros rotativos do cartão de crédito e, dentro de 90 dias, o texto será apresentado aos técnicos do Banco Central do Brasil. Todavia, já há um movimento pró-parcelamento sem juros para que derrubem qualquer tentativa de acabar com essa forma de pagamento. Entenda!

Contra o fim do parcelamento sem juros

Embora, por meio de nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) tenha negado o fim do parcelamento sem juros, nesta segunda-feira (6), Décio Lima, presidente do Sebrae, fez duras críticas à possibilidade do fim da modalidade de pagamento. 

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Dessa forma, a entidade se uniu a políticos da Frente Parlamentar do Comércio e do Empreendedorismo para acabar com a pressão dos bancos para colocar limites no parcelamento sem juros.

Lima afirmou à CNN que a possibilidade ventilada pelo Banco Central “será extremamente grave”, já que 90% dos brasileiros utiliza o parcelamento sem juros, sobretudo no varejo. Dessa forma, segundo Lima, a medida poderá “inviabilizar um grande universo de empreendedores”.

Cartões de crédito empilhados
Imagem: soumen82hazra/shutterstock.com

Decreto para a derrubada da medida

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O presidente da Frente do Comércio destacou à CNN que, caso os bancos voltem com a ideia do fim do parcelamento sem juros, será aprovado um decreto legislativo para “derrubar decisões do tipo”. Além disso, afirmou que as instituições financeiras querem associar os juros altos à modalidade de pagamento, “mas não tem nada disso”.

Contudo, a Febraban reafirmou à CNN que o principal motivo dos altos juros do rotativo do cartão de crédito no Brasil é o parcelamento sem juros. Ademais, a entidade afirmou que “o parcelado sem juros não é sem juros, pois os juros estão embutidos no preço do produto”.

Imagem: soumen82hazra/shutterstock.com

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Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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